1. Por sugestão de um leitor, que me remeteu a notícia ao lado, cabe perguntar se o próprio Cavaco Silva não deve também vir apoiar publicamente A. J. Seguro contra Ventura, não somente pela previsível moderação do primeiro no exercício do cargo presidencial contra o mais que certo aventureirismo do segundo, mas também porque só aquele satisfaz um critério essencial que o antigo PM e antigo PR (que, no meu recente livro sobre os poderes presidenciais, considerei o mais institucional inquilino de Belém que tivemos) fez questão de sublinhar, num artigo do Expresso em setembro do ano passado (AQUI), a saber, a «experiência de governação».
2. Ora, se nessa altura, como assinalava o jornal, só Marques Mendes e Seguro preenchiam aquele requisito (ambos antigos secretários de Estado e ministros), agora só o segundo está na 2ª volta, em disputa com outro candidato que está a zero nesse mesmo requisito.
Dada a sua habitual coerência política, fácil é deduzir em quem é o antigo chefe de Governo e antigo Presidente vai votar. E considerando que nunca deixou de intervir no espaço público quando o achou necessário e oportuno, porque voltar a fazê-lo agora, em prol da decência política e da estabilidade da República?
Vamos a isso, Professor Cavaco Silva?