«Tal como há muito se mostrou que a concorrência não é sustentável por si mesma, sem uma decidida acção pública contra a violação das suas regras, tampouco os sectores onde existem “falhas de mercado” endógenas, como sucede com os mercados financeiros, podem funcionar fluidamente sem uma forte regulação e supervisão pública. Quando a “endo-regulação” do mercado falha e a auto-regulação dos operadores não passa de uma figura de retórica, como em geral sucede no sector financeiro, só a regulação externa dos Estados ou das organizações internacionais pode prevenir e corrigir as suas consequências.»Do meu artigo de hoje no Diário Económico.
Blogue fundado em 22 de Novembro de 2003 por Ana Gomes, Jorge Wemans, Luís Filipe Borges, Luís Nazaré, Luís Osório, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva e Vital Moreira
quarta-feira, 16 de abril de 2008
Regulação financeira
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Vital Moreira
Antologia do nonsense político
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Vital Moreira
«CDS: Paulo Portas quer tirar maioria absoluta a PS em 2009».
Sendo certo que qualquer subida eleitoral do CDS-PP só pode ocorrer à custa do PSD, então é fácil ver que ela só poderia favorecer uma nova maioria absoluta do PS...
Sendo certo que qualquer subida eleitoral do CDS-PP só pode ocorrer à custa do PSD, então é fácil ver que ela só poderia favorecer uma nova maioria absoluta do PS...
terça-feira, 15 de abril de 2008
Arre!
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Vital Moreira
Pior que os americanos elegerem George W. Bush duas vezes, só os italianos entregarem pela terceira vez o Governo a Berlusconi!...
"A primeira grande derrota política...
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Vital Moreira
... de Cavaco Silva».
J. Medeiros Ferreira tem inteira razão nesta análise. O Presidente da República não deveria ter aceito não ser recebido na assembleia representativa regional da Madeira, nem muito menos ter deixado de condenar o insulto do presidente do governo regional à oposição parlamentar madeirense. Se há algo que, no exercício do seu poder de supervisão institucional, o PR não pode abdicar é de assinalar os casos de grosseiro desrespeito das instituições e dos adversários pelos titulares de cargos políticos.
Se porventura um primeiro-ministro da República se referisse aos deputados nacionais da oposição como "bando de malucos" e a AR como lugar de má reputação, será que o PR consideraria isso tolerável? Então, porquê a excepção madeirense?
J. Medeiros Ferreira tem inteira razão nesta análise. O Presidente da República não deveria ter aceito não ser recebido na assembleia representativa regional da Madeira, nem muito menos ter deixado de condenar o insulto do presidente do governo regional à oposição parlamentar madeirense. Se há algo que, no exercício do seu poder de supervisão institucional, o PR não pode abdicar é de assinalar os casos de grosseiro desrespeito das instituições e dos adversários pelos titulares de cargos políticos.
Se porventura um primeiro-ministro da República se referisse aos deputados nacionais da oposição como "bando de malucos" e a AR como lugar de má reputação, será que o PR consideraria isso tolerável? Então, porquê a excepção madeirense?
segunda-feira, 14 de abril de 2008
Um PSD de sarjeta...
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AG
Dizem que Fernanda Câncio tem uma relação com o PM José Sócrates. Não sei se tem. Se tem, é questão dela.
Mas gente sem escrúpulos do PSD quer que seja questão nossa.
A pretexto de um programa sobre bairros sociais que ela concebeu e que a RTP decidiu comprar. Talvez no PSD se julgue o PM socialista pela bitola dos seus antecessores sociais-democratas, logo vendo a mão do chefe a distribuir rebuçados a amizades femininas nos media...
Ora, pelo que Fernanda Câncio escreve, está à vista desarmada que não é mulher de trazer a tiracolo e muito menos jornalista de fazer fretes. É uma profissional reconhecida, com provas dadas de independência e idoneidade inquestionada. É até muito mais do que uma jornalista competente: é comentadora interveniente de questões políticas e sociais. Não tem medo de expressar opiniões e de terçar armas por ideias e causas. Não se retrai a criticar quem entende que deve ser criticado. Incluindo o PS e o próprio José Sócrates, como já aconteceu, sendo ele PM.
É por isso absolutamente nojenta a campanha orquestrada pelo PSD. Que só mancha, de facto, quem a produz.
Questão nossa não é a eventual relação entre o PM e a jornalista miseravelmente atacada.
Questão nossa, da democracia portuguesa, é a ignominia a que este PSD de Luis Filipe Menezes não hesita recorrer.
Mas gente sem escrúpulos do PSD quer que seja questão nossa.
A pretexto de um programa sobre bairros sociais que ela concebeu e que a RTP decidiu comprar. Talvez no PSD se julgue o PM socialista pela bitola dos seus antecessores sociais-democratas, logo vendo a mão do chefe a distribuir rebuçados a amizades femininas nos media...
Ora, pelo que Fernanda Câncio escreve, está à vista desarmada que não é mulher de trazer a tiracolo e muito menos jornalista de fazer fretes. É uma profissional reconhecida, com provas dadas de independência e idoneidade inquestionada. É até muito mais do que uma jornalista competente: é comentadora interveniente de questões políticas e sociais. Não tem medo de expressar opiniões e de terçar armas por ideias e causas. Não se retrai a criticar quem entende que deve ser criticado. Incluindo o PS e o próprio José Sócrates, como já aconteceu, sendo ele PM.
É por isso absolutamente nojenta a campanha orquestrada pelo PSD. Que só mancha, de facto, quem a produz.
Questão nossa não é a eventual relação entre o PM e a jornalista miseravelmente atacada.
Questão nossa, da democracia portuguesa, é a ignominia a que este PSD de Luis Filipe Menezes não hesita recorrer.
O acordo
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Vital Moreira
Os professores críticos do acordo sindical com o Ministério têm razão quando dizem que ele "valida" todas as reformas contestadas, desde o estatuto da carreira docente ao novo sistema de gestão escolar, desde o concurso para titular até à avaliação de desempenho. Mas esquecem-se de que entre a derrota sem nenhuma contrapartida -- que era a perspectiva realista, dada a intransigência ministerial naqueles pontos -- e a sua aceitação a troco de algumas vantagens significativas -- como sucede com a simplificação e uniformização da avaliação neste ano lectivo, a participação na avaliação e eventual revisão da avaliação no fim do ano de 2008-2009, um novo escalão remuneratório, etc. -- a opção sindical pelo acordo foi a mais sensata.
A chave de todos os compromisso é que ambas as partes ganhem em relação ao que seria sem ele. Mas, como sempre sucede, há sempre os radicais que preferem tudo perder a qualquer compromisso com o "inimigo".
A chave de todos os compromisso é que ambas as partes ganhem em relação ao que seria sem ele. Mas, como sempre sucede, há sempre os radicais que preferem tudo perder a qualquer compromisso com o "inimigo".
Branqueamento
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Vital Moreira
Será que o Presidente da República vai ignorar o provocatório insulto de Alberto João Jardim à oposição parlamentar madeirense e branquear a insolência política do líder regional da Madeira?
domingo, 13 de abril de 2008
Antologia da canalhice política
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Vital Moreira
«PSD contesta contratação de jornalista namorada do primeiro-ministro». O PSD desce ao grau zero da decência política.
sábado, 12 de abril de 2008
Acordo
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Vital Moreira
"Forçada" a fazer um acordo, Maria de Lurdes Rodrigues conseguiu salvar o essencial, ou seja, o sistema de avaliação de desempenho dos professores. Alguns adiamentos e um novo escalão remuneratório foram a moeda de troca com os sindicatos. O dinheiro sempre ajuda!
quinta-feira, 10 de abril de 2008
PSD
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Vital Moreira
Com a óbvia demarcação de Ângelo Correia, um patrono de peso de Menezes, o crescente isolamento político deste e as péssimas sondagens de opinião, as condições da liderança do PSD degradam-se a olhos vistos. Por este caminho, a contestação interna vai subir de tom, à medida que as eleições de 2009 se aproximam, e o PSD vai ter uma vida atribulada.
Perante o risco de mais uma humilhante derrota, uns tentarão um "golpe de Estado" que possa evitar o pior, outros pretenderão pelo menos marcar terreno "fora do filme", para poderem dizer depois "eu bem avisei".
Aditamento
Quem se lembra do vaticínio do líder do PSD de que a manifestação dos professores -- que o PSD apoiou, numa operação de puro oportunismo político -- ia ser o ponto de viragem política, na queda do Governo e na afirmação do PSD? O resultado está à vista e só pode surpreender o próprio...
Perante o risco de mais uma humilhante derrota, uns tentarão um "golpe de Estado" que possa evitar o pior, outros pretenderão pelo menos marcar terreno "fora do filme", para poderem dizer depois "eu bem avisei".
Aditamento
Quem se lembra do vaticínio do líder do PSD de que a manifestação dos professores -- que o PSD apoiou, numa operação de puro oportunismo político -- ia ser o ponto de viragem política, na queda do Governo e na afirmação do PSD? O resultado está à vista e só pode surpreender o próprio...
Os protestos sempre surtem efeito
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Vital Moreira
Primeiro, foi a postura de apaziguamento na saúde; agora, anunciam-se algumas cedências na avaliação dos professores e na reforma da Administração pública. Vão-se acumulando os sinais políticos de que, mesmo que mantendo a agenda das reformas iniciadas, o Governo procura minimizar o protesto dos sectores afectados.
Sem dúvida, nesse aspecto o Governo já vê as eleições no horizonte...
Sem dúvida, nesse aspecto o Governo já vê as eleições no horizonte...
Laicismo
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Vital Moreira
«Portugal não é um País laico»? Suponho que ninguém defende o contrário. Mas o Estado não pode deixar de sê-lo.
quarta-feira, 9 de abril de 2008
E a estação?
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Vital Moreira
Definida a travessia do Tejo em Lisboa para o TGV Lisboa-Madrid, resta a escolha estação de Lisboa e do corredor de saída da linha Lisboa-Porto.
Há tempos, a RAVE aventou a hipótese da Gare do Oriente, em alternativa à hipótese inicial de uma nova estação em Chelas. Espero bem que não vingue a hipótese do Oriente, esse apeadeiro desabrigado e inóspito, um óbvio equívoco de Calatrava...
Há tempos, a RAVE aventou a hipótese da Gare do Oriente, em alternativa à hipótese inicial de uma nova estação em Chelas. Espero bem que não vingue a hipótese do Oriente, esse apeadeiro desabrigado e inóspito, um óbvio equívoco de Calatrava...
Convergência
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Vital Moreira
«Portugal Vai crescer mais que a Zona Euro [em 2008]» -- prevê o governador do Banco de Portugal. Se a previsão se confirmar, Portugal, apesar de ir crescer menos do que o esperado até agora, volta à convergência com a UE, ao fim de vários anos a divergir.
Aditamento
Bem mais pessimista é esta previsão do FMI. Mesmo que o abrandamento do crescimento não venha a ser tão acentuado, parece agora evidente que a meta orçamental para este ano (2,2%) vai ter de sofrer um bom corte.
Aditamento
Bem mais pessimista é esta previsão do FMI. Mesmo que o abrandamento do crescimento não venha a ser tão acentuado, parece agora evidente que a meta orçamental para este ano (2,2%) vai ter de sofrer um bom corte.
Libertem o Zimbabwe!
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AG

Como evitar mais um banho de sangue em Africa?
O que esperam os líderes africanos que quiseram Mugabe em Lisboa, na Cimeira UE-Africa, para tomar um avião até Harare e ir convencer o ditador a aceitar os resultados das eleições e a afastar-se da (des)governaçãao do seu país?
O que esperam os governantes europeus que receberam Mugabe em Lisboa, na Cimeira UE-Africa, para agir e fazer compreender inequivocamente que o tempo da ditadura no Zimbabwe acabou?
O que esperam os líderes africanos que quiseram Mugabe em Lisboa, na Cimeira UE-Africa, para tomar um avião até Harare e ir convencer o ditador a aceitar os resultados das eleições e a afastar-se da (des)governaçãao do seu país?
O que esperam os governantes europeus que receberam Mugabe em Lisboa, na Cimeira UE-Africa, para agir e fazer compreender inequivocamente que o tempo da ditadura no Zimbabwe acabou?
Libertem Ingrid Betancourt!
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AG

Pobre Ingrid, que uns dizem às portas da morte e outros temem já morta!
Pobres Mélanie e Lorenzo, os filhos dela que não mais esqueci desde que, há mais de um ano, nos vieram ver ao PE, esperançados em que a mobilização dos deputados europeus ajudasse a devolver-lhes a mãe, a salvá-la do cruel cativeiro. A mobilização vê-se, mas os resultados não, desesperantemente.
Pobres de muitos outros colombianos e estrangeiros, vilmente raptados e detidos pelas FARC, algures na selva colombiana. A convidar à pesca “humanitária” de personagens do “show-bizz” da política, como Sarkozy e Chavez.
Pobre Colômbia, tão rica, tão desigual, tão narco-desgovernada, tão aterrorizada, à mercê de vários cartéis terroristas, de Medellin a Washington.
Pobres colombianos, presos numa espiral retaliatória implacável entre Uribes e execráveis paramilitares e umas abjectas, obsoletas e desumanas FARC.
Pobres Mélanie e Lorenzo, os filhos dela que não mais esqueci desde que, há mais de um ano, nos vieram ver ao PE, esperançados em que a mobilização dos deputados europeus ajudasse a devolver-lhes a mãe, a salvá-la do cruel cativeiro. A mobilização vê-se, mas os resultados não, desesperantemente.
Pobres de muitos outros colombianos e estrangeiros, vilmente raptados e detidos pelas FARC, algures na selva colombiana. A convidar à pesca “humanitária” de personagens do “show-bizz” da política, como Sarkozy e Chavez.
Pobre Colômbia, tão rica, tão desigual, tão narco-desgovernada, tão aterrorizada, à mercê de vários cartéis terroristas, de Medellin a Washington.
Pobres colombianos, presos numa espiral retaliatória implacável entre Uribes e execráveis paramilitares e umas abjectas, obsoletas e desumanas FARC.
Armas nas escolas - pois se circulam por todo o país!...
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AG
As declarações do Procurador Geral da República sobre o aumento dos casos de armas nas escolas são alarmantes. E é tentador - no meio de tanta exposição sobre falhanços diversos do sistema educativo - ver este fenómeno como apenas mais um aspecto da 'crise da escola'.
Mas a proliferação de armas ligeiras e a sua aparente acessibilidade reflecte antes de mais nada uma falha de governação – de sucessivos governos portugueses.
Um dos papéis principais (talvez o principal) de um Estado moderno é o de manter o monopólio da violência, devidamente enquadrado e legitimado pelas leis da República.
A presença das armas nas escolas não é culpa dos professores. Não é culpa da Ministra da Educação. Não é, certamente, culpa das crianças.
É culpa da sociedade e das autoridades que desvalorizam as consequências de cada vez circularem mais armas em Portugal e por Portugal.
É resultado de políticas ineficazes de combate ao tráfico de armas, incluindo a falta de recursos ao dispor da policia criminal, a rivalidade ou sobreposição de competências fomentada entre forças policiais, a inacção ou a desinvestimento na intervenção judicial. E da falta de consciência geral da localização estratégica de Portugal na rota do tráfico de armas e de todo o tipo de produtos ilegais e/ou perigosos.
Também aqui precisamos de mais Europa, porque só num contexto de estreita colaboração entre forças policiais europeias se pode aspirar realisticamente a eliminar (ou pelo menos mitigar) um cancro social que não conhece fronteiras. Declare-se guerra aberta à posse e tráfico de armas em Portugal e na Europa!
Mas a proliferação de armas ligeiras e a sua aparente acessibilidade reflecte antes de mais nada uma falha de governação – de sucessivos governos portugueses.
Um dos papéis principais (talvez o principal) de um Estado moderno é o de manter o monopólio da violência, devidamente enquadrado e legitimado pelas leis da República.
A presença das armas nas escolas não é culpa dos professores. Não é culpa da Ministra da Educação. Não é, certamente, culpa das crianças.
É culpa da sociedade e das autoridades que desvalorizam as consequências de cada vez circularem mais armas em Portugal e por Portugal.
É resultado de políticas ineficazes de combate ao tráfico de armas, incluindo a falta de recursos ao dispor da policia criminal, a rivalidade ou sobreposição de competências fomentada entre forças policiais, a inacção ou a desinvestimento na intervenção judicial. E da falta de consciência geral da localização estratégica de Portugal na rota do tráfico de armas e de todo o tipo de produtos ilegais e/ou perigosos.
Também aqui precisamos de mais Europa, porque só num contexto de estreita colaboração entre forças policiais europeias se pode aspirar realisticamente a eliminar (ou pelo menos mitigar) um cancro social que não conhece fronteiras. Declare-se guerra aberta à posse e tráfico de armas em Portugal e na Europa!
Crianças guineenses escravizadas no Senegal
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AG

Muito importante a reportagem de Ana Dias Cordeiro, no PÚBLICO, de 31.03.2008, sobre a exploração de milhares de crianças, entregues pelos pais para estudar o Corão no Senegal, que acabam a pedir nas ruas de Dacar, para enriquecer escroques que se intitulam marabouts (mestres corânicos).
Como denuncia a reportagem, esta tradição, a pretexto da educação religiosa, está a dar cobertura a redes de tráfico de crianças vindas do Mali, da Guiné-Conacri, da Gâmbia e, sobretudo, da Guiné-Bissau. A pobreza generalizada evidentemente incentiva os pais de familias muçulmanas a enviar os filhos para os centros de estudos corânicos.
Estas crianças vivem em condições deploráveis, sem acesso a cuidados de saúde e escolarização, geralmente maltratadas, espancadas e instrumentalizadas, hoje para pedir esmola, amanhã sabe-se lá para quê...
Quem explora ou colabora com estas redes deve ser preso e julgado como criminoso. Os pais devem ser alertados e dissuadidos de continuar a entregar crianças a tais redes.
Portugal e a União Europeia, como doadores e parceiros do Senegal, da Guiné-Bissau e de outros países de onde provêem as crianças, designadamente no quadro do Acordo ACP-UE, têm obrigação de instigar e ajudar as respectivas autoridades a tomar medidas para rapidamente levar à justiça os criminosos, desarticular as suas redes e travar esta forma de moderna escravatura infantil.
Como denuncia a reportagem, esta tradição, a pretexto da educação religiosa, está a dar cobertura a redes de tráfico de crianças vindas do Mali, da Guiné-Conacri, da Gâmbia e, sobretudo, da Guiné-Bissau. A pobreza generalizada evidentemente incentiva os pais de familias muçulmanas a enviar os filhos para os centros de estudos corânicos.
Estas crianças vivem em condições deploráveis, sem acesso a cuidados de saúde e escolarização, geralmente maltratadas, espancadas e instrumentalizadas, hoje para pedir esmola, amanhã sabe-se lá para quê...
Quem explora ou colabora com estas redes deve ser preso e julgado como criminoso. Os pais devem ser alertados e dissuadidos de continuar a entregar crianças a tais redes.
Portugal e a União Europeia, como doadores e parceiros do Senegal, da Guiné-Bissau e de outros países de onde provêem as crianças, designadamente no quadro do Acordo ACP-UE, têm obrigação de instigar e ajudar as respectivas autoridades a tomar medidas para rapidamente levar à justiça os criminosos, desarticular as suas redes e travar esta forma de moderna escravatura infantil.
Encorajar a adopção de crianças
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AG

O Ministério da Justiça fez bem.
Em fazer rapidamente marcha atrás. No inacreditável projecto de fazer os processos de adopção deixarem de beneficiar da isenção de custas judiciais.
Sem hesitar em deixar “descalços” os incautos membros do governo que, zelosamente, se afoitaram a dar a cara na defesa de tão indefensável projecto...
Era incompreensível que num país que conta entre 12 a 15 mil menores institucionalizados (os números variam consoantes as fontes, mas são, em qualquer dos casos, demasiado elevados, representando um dos mais altos índices relativos a nível da UE) se introduzissem medidas tendentes a dificultar ainda mais os processos de adopção, por norma já penosamente morosos e complicados.
Era uma medida injusta: desencorajava famílias de médios ou baixos rendimentos, que se deveriam antes estimular a adoptar crianças. E, sobretudo, prejudicava o próprios interesse das crianças.
Em fazer rapidamente marcha atrás. No inacreditável projecto de fazer os processos de adopção deixarem de beneficiar da isenção de custas judiciais.
Sem hesitar em deixar “descalços” os incautos membros do governo que, zelosamente, se afoitaram a dar a cara na defesa de tão indefensável projecto...
Era incompreensível que num país que conta entre 12 a 15 mil menores institucionalizados (os números variam consoantes as fontes, mas são, em qualquer dos casos, demasiado elevados, representando um dos mais altos índices relativos a nível da UE) se introduzissem medidas tendentes a dificultar ainda mais os processos de adopção, por norma já penosamente morosos e complicados.
Era uma medida injusta: desencorajava famílias de médios ou baixos rendimentos, que se deveriam antes estimular a adoptar crianças. E, sobretudo, prejudicava o próprios interesse das crianças.
Era também uma medida contra os interesses do Estado: cada criança não adoptada fica evidentemente, a cargo e sob protecção do Estado. Nem numa óptica mesquinhamente economicista esta medida era justificável
terça-feira, 8 de abril de 2008
Técnica e política
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Vital Moreira
Alguns dos que aplaudiram o relatório do LNEC sobre a localização do aeroporto -- que, como aqui se mostrou, padecia de evidente enviesamento a favor do CT de Alcochete -- atiram-se agora ao mesmo instituto por causa do relatório sobre a terceira travessia do Tejo.
O LNEC paga assim o seu envolvimento na fundamentação técnica de decisões politicamente controversas. A verdade é que não há escolhas puramente técnicas...
O LNEC paga assim o seu envolvimento na fundamentação técnica de decisões politicamente controversas. A verdade é que não há escolhas puramente técnicas...
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