quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Crediblidade

Para tentar contrariar a mensagem retrógrada e passadista que está no cerne da sua visão política, Manuela Ferreira Leite resolveu à última da hora começar a falar na "modernidade" do País.
Como é bom de ver, a coisa soa tão credível como seria ouvir o Papa defender o casamento homossexual...

Asfixia mediática

«Educação em Portugal recebe elogios da Comissão Europeia».
Esta notícia, que confirma os bons resultados das reformas no ensino, passou despercebida na generalidade da comunicação social. Se fosse o contrário, seria manchete...

Antologia do anedotário político

«Deus Pinheiro pede maioria absoluta para o PSD».

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

A reeleição de Durão Barroso

José Manuel Durão Barroso será certamente re-eleito como Presidente da Comissão Europeia, hoje, no Parlamento Europeu, mas não com o meu voto a favor.
Em 2004 votei contra a eleição do Dr. Barroso para Presidente da Comissão Europeia por entender que ele não poderia ser um líder bom e forte para a governação da Europa, não tendo sido bom na governação de Portugal e acabando de perder estrondosamente eleições.
Cinco anos depois, este meu entendimento só se reforçou - a direcção do Dr. Barroso à frente da Comissão Europeia não promoveu a Europa da igualdade, justiça, direitos humanos e progresso social e económico, só a tornou mais refém dos interesses de alguns e da ideologia neo-liberal que desencadeou a crise financeira e económica global.
Esclareço que determinei o meu sentido de voto hoje tendo em atenção a posição de abstenção, democraticamente decidida no Grupo dos Socialistas e Democratas Europeus, em que se integram os socialistas portugueses. E, ainda, tendo consciência de que, independentemente da avaliação negativa que faço sobre o Dr. Barroso, o facto de haver um português à frente da Comissão tem repercussões positivas na cotação e empregabilidade dos portugueses nas instituições europeias.

Recuso totalmente acusações de falta de patriotismo por não apoiar o português Barroso - o melhor presidente da Comissão Europeia, e o que mais beneficiou Portugal, foi até hoje o francês Jacques Delors.
Há 30 anos que sirvo com lealdade o Estado português e em funções diplomáticas fui repetidamente chamada a interpretar o interesse nacional, sem hesitar em arriscar a vida por sentido do dever patriótico. Não aceito, por isso, lições de patriotismo de ninguém e muito menos de representantes da direita portuguesa. Recordo, aliás, que os representantes da direita portuguesa votaram contra a eleição do Dr. Mário Soares como Presidente do Parlamento Europeu em 1999.
Assumo a diferença relativamente ao sentido de voto de outros socialistas portugueses, com o orgulho de pertencer a um partido pluralista, o partido da liberdade em Portugal - o PS - que respeita a liberdade de consciência dos seus membros, como reafirmou o Secretário Geral José Sócrates há meses, justamente a propósito da reeleição do Dr. Barroso. Um partido felizmente contrastante com o PSD, onde a incapacidade de conviver com a diferença e a asfixia democrática levam até ao afastamento das listas para deputados dos rivais da sua líder.

domingo, 13 de setembro de 2009

A vertigem da periferia

Durante os 10 debates realizados nesta pré-campanha, não se ouviu uma palavra a nenhum dos líderes sobre política de defesa, a política externa, as relações transatlânticas, a diáspora portuguesa e, sobretudo, sobre a Europa.
Dir-me-ão que isso não dá votos.
Mas atesta bem o grau de provincianismo que cultivamos.

Patinando sobre o TGV...

O argumento de que "Portugal não é provincia de Espanha!", a que D. Manuela hoje recorreu sobre o TGV, vem na mesma linha primária em que já patinou quando apostrofou medidas favorecedoras de emprego para emigrantes cabo-verdianos, ucranianos, etc...
Face ao espontaneismo das piruetas xenófobas de D. Manuela no ringue, até o Dr. Paulo Portas parece aprendiz!

Ainda o debate

Parabéns a Clara de Sousa. Fez excelente moderação. A mais profissional que vimos em todos os debates até aqui.

sábado, 12 de setembro de 2009

O defensor oficioso

Cada vez mais à direita, Ricardo Costa resolveu defender Ferreira Leite das fundadas acusações de Sócrates, asseverando que não é verdade que ela queira desmantelar o Estado social.
Ora, para além das incontornáveis declarações da própria Ferreira Leite sobre a redução das tarefas do Estado às funções de soberania e sobre a privatização geral dos serviços públicos (que Sócrates recordou), o programa do PSD é claro na defesa do "princípio da subsidiariedade", na ideia da "responsabilidade individual" dos cidadãos pela sua própria segurança social e na proposta de liberdade individual de recurso aos cuidados de saúde privados à custa do Estado.
Se isto não é desmantelar o Estado social, o que é?!

Parcialidade

Para comentar o debate entre Sócrates e Ferreira Leite, a SIC conseguiu reunir um painel de quatro comentadores, sendo três deles claramente identificados com a Direita (Graça Franco, Luís Delgado e Ricardo Costa). Lamentável.
Deve ser a tal "asfixia democrática"!

Baixeza

O argumento da Manuela Ferreira Leite, no debate com Sócrates, de que o TGV só interessa aos espanhóis, significa o grau zero da seriedade política, sobretudo tendo em conta que foi o seu governo, em 2003, que firmou com Espanha os compromissos relativos às linhas comuns do TGV.
Decididamente, a líder do PSD não preenche os requisitos mínimos de honestidade política para chefiar um governo no nosso País. Depois da triste figura na Madeira, este vergonhoso assomo de nacionalismo rasteiro desqualifica qualquer líder.

Debate - TGV ou patins

"Quem faz o jogo de Espanha", como baixamente acusou D. Manuela?
Quem respeita o acordo internacional e procura fazer Portugal combater a perifericidade e beneficiar dos fundos europeus que a construção do TGV implica?
Ou quem, como D. Manuela, assina de cruz o acordo com Espanha para 4 linhas TGV e depois o renega, por despudorado oportunismo político?
Resultado:
TGV para Sócrates. Um par de patins para D. Manuela.

Debate Sócrates-MFL

Banhada total de Sócrates a MFL.

Debate Sócrates-MFL

"Como aquele que mata o pai e a mãe para dizer que é orfão..." - analogia psicopata a que recorreu a Dra. MFL no debate.
Ele há quem nem precise de fazer nada para denunciar patética orfandade.

Debate Sócrates-MFL

Acabou agora mesmo.
Mas será verdade que esta mulher se candidata a Primeira Ministra?

Sintra - Eleições Autárquicas


Pode ver aqui o video do debate sobre SINTRA, na TVI 24, dia 10 de Setembro, em que participei com os candidatos do PSD (Fernando Seara), CDU (Baptista Alves) e BE (André Beja).

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Mistificação

A presidente do PSD declarou que «em 2005 nós assistimos ao maior aumento de impostos de que há memória [e que] todos os impostos foram aumentados".

Trata-se de mais uma falsificação, uma entre várias na mesma ocaisão. Primeiro, dos grandes impostos, só o IVA foi aumentado em 2005 (ignorando, por negligenciável, a criação do escalão de 42% no IRS para os rendimentos mais elevados), aliás como medida imprescindível para curar o enorme défice orçamental que os Governo PSD/CDS tinham deixado. Segundo, desde então só houve diminuição de impostos: reduação do IVA (de 21% para 20%), do IRC (com a criação de um escalão de 12,5%), do IMI municipal, isto sem contar com as novas deduções em matéria de IRS para as famílias de menores recursos.

Assim vai a "política de verdade" de Ferreira Leite, transformada em política da mentira descarada.

Desonestidade

A lider do PSD declarou que a sua vontade de reduzir os impostos talvez seja "a grande justificação" para a sua "luta titânica" contra os grandes investimentos públicos, alegando que estes condenam Portugal a uma carga fiscal "insuportável".
Esta afirmação não é séria, pois os chamados grandes investimentos públicos (aeroporto, estradas, TGV, etc.) são financiados pelo sector privado e pagam-se a si mesmos, sem encargos orçamentais para o Estado (salvo uma pequena percentagem dos encargos com o TGV nas linhas menos rentáveis).
Por isso, falar em "insuportável aumento da carga fiscal" para financeiar esses projectos é uma pura mistificação. Mais uma das muitas em que a "política de verdade" de Ferreira Leite se tem afundado, sem nenhum tributo à honestidade política.
O que é verdade sobre os investimentos em infra-estruturas é que eles são prioritários para a modernização da nossa economia, para o crescimento e para o emprego.

Farisaísmo

A líder do PSD diz que se propõe diminuir a despesa pública para depois poder baixiar os impostos.
É puro farisaísmo. O programa do PSD implica uma enorme subida da despesa pública. A compensação da segurança social pela diminuição de 2 pontos percentuais da contribuição social patronal iria custar ao orçamento centenas de milhões de euros. Os encargos orçamentais com o pagamento dos cuidados de saúde privados, ao abrigo da proposta da "liberdade de escolha" do prestador, não seriam de menor montante. Os vários programas de ajuda às empresas não ficariam por menos. O elevação dos encargos com os certificados de aforro acaretariam outro enorme aumento da despesa.
Perante estas propostas despesistas, só por pura hipocrisia é que se pode falar em diminuir os gastos públicos, a não ser que o PSD se proponha compensar essa nova despesa públicxa com cortes noutros sectores. Mas onde: na educação, no SNS, nas prestações sociais, na segurança na defesa? O PSD tem de esclarecer!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Timor Leste – celebrando 10 anos de independência

Já está disponível na Aba da Causa um artigo sobre Timor Leste que publiquei no Jornal de Leiria.
Aqui fica uma pequena amostra:

"... essa confiança é a prova de que Timor Leste não é – como alguns levianamente agoiram em Portugal – um Estado falhado. É um Estado viável, governável e a procurar ser bem governado."

Sucesso

Um dos maiores sucessos políticos da actual legislatura foi o programa de simplificação administrativa, Simplex, não somente pelo seu enorme impacto na Administração do Estado (a que depende do Governo), mas agora também pela sua extensão à esfera municipal, com a adesão de dezenas de municípios, de todas as cores políticas.
E ainda há quem ouse acusar este governo de favoritismo político!..