Obviamente que um aeroporto, como qualquer outra infra-estrutura, deve ficar tão perto quanto possível do lugar de destino ou origem da maioria dos que o utilizam. Em Portugal, esse lugar é Lisboa. Sem discussão.
Daí que a única questão que se torna relevante discutir é se é preciso ou não um novo aeroporto. Posto isso, se os estudos técnicos, com os riscos inerentes, concluírem que sim, ninguém imagina que um novo aeroporto possa ficar no Terreiro do Paço ou nos Restauradores como a pista em direcção ao Marquês! E pouca gente achará, quando aterra numa qualquer capital do mundo, seja Hong-Kong, Paris ou Kuala-Lumpur, que passar meia hora num comboio rápido para chegar ao centro seja qualquer coisa de impensável. Ou será que sim?
Blogue fundado em 22 de Novembro de 2003 por Ana Gomes, Jorge Wemans, Luís Filipe Borges, Luís Nazaré, Luís Osório, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva e Vital Moreira
segunda-feira, 8 de agosto de 2005
A preto e branco
Publicado por
Anónimo
A discussão a propósito do novo aeroporto (fique na Ota ou em qualquer outro lugar) fez-me lembrar a que ocorreu em alguns círculos conservadores há umas décadas, quando se anunciou a televisão a cores. De muito boa gente ouvi perguntar para quê. Não precisávamos. Estávamos tão bem a preto e branco!
Binóculo de um óculo só !
Publicado por
Anónimo
«(...) Era um homem com um binóculo de um óculo só»! Eis uma das inacreditáveis frases de colecção escritas em livro publicado pelo actual vereador da cultura da Câmara municipal de Coimbra.
Mais inacreditável é ainda que ele apareça de novo na coligação liderada pelo PSD, representando o PPM. Uma segunda vez é demais!
Mais inacreditável é ainda que ele apareça de novo na coligação liderada pelo PSD, representando o PPM. Uma segunda vez é demais!
Robin Cook: I do miss him
Publicado por
AG
No início dos anos 90, quando trabalhei na Embaixada em Londres, ele era o «gnomo» para a imprensa britânica. À conta da sua parecença física com aqueles bonecos «kitsch» que polvilham os jardins das casas da classe média na Grã-Bretanha. Mas também porque se destacava, como um dos principais porta-vozes do Partido Trabalhista, na marcação ao desastroso governo de John Major, explorando em particular as revelações do «Scott Inquiry» sobre a indecência, o comportamento doloso dos governos conservadores da Sra. Thacher, que durante os anos 80 foram vendendo secretamente armas ao Iraque. Do ditador Saddam Hussein, claro.
Quando se tornou Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Tony Blair em Maio de 1997, Robin Cook afirmou uma política externa baseada em considerações éticas, em especial na necessidade de coerência na defesa dos direitos humanos. Era preciso coragem e determinação - não bastava a convicção, porque ia ser preciso afrontar persistentemente poderosos interesses comerciais e outros: os detrás das vendas de armas a Saddam ou a Suharto (720 milhões de dolares em contratos de venda de armas à Indonésia só no último ano do governo Tory, baixaram para um milhão em 1998). E em Setembro de 1999 Robin Cook declarou a suspensão das vendas de Hawks e outro material bélico a Jacarta para, assumidamente, fazer ver ao governo e ao Exército indonésios que a violência em Timor-Leste suscitava internacionalmente «horror and disgust».
Antes disso Robin Cook já fizera uma grande diferença em relação a Timor-Leste: a presidência britânica da UE liderara uma missão da Troika a Timor-Leste, em Junho de 1998 (Suharto acabara de cair), que produziu um marcante relatório onde, pela primeira vez, não se escamoteavam os sentimentos dos timorenses contra a ocupação indonésia. E durante o ano de 1999, em Jacarta, nunca eu poderia ter contado com o valioso apoio do meu velho amigo Robin Christopher, embaixador britânico ali, se ele não se sentisse inteiramente respaldado pela direcção política do Foreign Office. E a rapidez com que veio a luz verde para Xanana Gusmão, libertado da prisão, ficar alojado na Embaixada britânica até poder sair da Indonésia, em 6 de Setembro de 1999, escassas horas depois de eu e a Paula Pinto termos ido pedi-lo ao Robin Cristopher, atesta como Robin, o Ministro, entendia bem e depressa o que estava em causa.
Vim a lidar pessoalmente com ele só mais tarde, com o Iraque em pano de fundo. No âmbito do PSE, Partido Socialista Europeu, onde ele exercia a Presidência e onde eu passei a representar o PS desde que assumi funções de Secretária Internacional em 10 de Fevereiro de 2003. Admirei-lhe primeiro a autoridade cosmopolita, a perícia a dirigir reuniões e a habilidade negocial. Apesar dos resultados serem nulos - em Março era impossível chegar um acordo entre os partidos socialistas europeus, tão grande era a fractura criada pela iminente invasão do Iraque. A mais encarniçada oposição ao consenso que Robin tentava vinha do seu compatriota que ali representava o Labour e o governo britânico - Dennis Mc Shane (entretanto Secretário de Estado para a Europa no Foreign Office), com um comportamento confrontacional arrogante, em tudo oposto ao de Robin.
Dias depois Robin demitia-se de líder do Labour nos Comuns, em protesto contra a posição governamental de invadir o Iraque, a reboque da Administração Bush e sob falso pretextos. Com a intervenção fundamentada conhecida e a persistente intervenção posterior denunciando as desastrosas consequências a invasão. Que ele tinha razão, é hoje indesmentível.
Dos contactos que regularmente tivemos no ano seguinte, enquanto ainda liderou o PSE (ele decidiu não se recandidatar nas eleições de Abril de 2004), confirmei todas as primeiras impressões, mais a extrema afabilidade pessoal. Quis trazê-lo à Convenção Europeia do PS em 28 de Fevereiro de 2004 - a agenda não lho permitiu.
Robin Cook fez diferença neste mundo. Ele teve a lucidez de articular e procurar pôr em prática uma política externa com coerência e fundamentação ética. Nem sempre conseguiu resultados. Mas tentou. E sempre que não concordou, no mais essencial, não transigiu. No mundo em geral e nos partidos socialistas, de ontem como de hoje, integridade pessoal e política fazem diferença.
Quando se tornou Ministro dos Negócios Estrangeiros do governo de Tony Blair em Maio de 1997, Robin Cook afirmou uma política externa baseada em considerações éticas, em especial na necessidade de coerência na defesa dos direitos humanos. Era preciso coragem e determinação - não bastava a convicção, porque ia ser preciso afrontar persistentemente poderosos interesses comerciais e outros: os detrás das vendas de armas a Saddam ou a Suharto (720 milhões de dolares em contratos de venda de armas à Indonésia só no último ano do governo Tory, baixaram para um milhão em 1998). E em Setembro de 1999 Robin Cook declarou a suspensão das vendas de Hawks e outro material bélico a Jacarta para, assumidamente, fazer ver ao governo e ao Exército indonésios que a violência em Timor-Leste suscitava internacionalmente «horror and disgust».
Antes disso Robin Cook já fizera uma grande diferença em relação a Timor-Leste: a presidência britânica da UE liderara uma missão da Troika a Timor-Leste, em Junho de 1998 (Suharto acabara de cair), que produziu um marcante relatório onde, pela primeira vez, não se escamoteavam os sentimentos dos timorenses contra a ocupação indonésia. E durante o ano de 1999, em Jacarta, nunca eu poderia ter contado com o valioso apoio do meu velho amigo Robin Christopher, embaixador britânico ali, se ele não se sentisse inteiramente respaldado pela direcção política do Foreign Office. E a rapidez com que veio a luz verde para Xanana Gusmão, libertado da prisão, ficar alojado na Embaixada britânica até poder sair da Indonésia, em 6 de Setembro de 1999, escassas horas depois de eu e a Paula Pinto termos ido pedi-lo ao Robin Cristopher, atesta como Robin, o Ministro, entendia bem e depressa o que estava em causa.
Vim a lidar pessoalmente com ele só mais tarde, com o Iraque em pano de fundo. No âmbito do PSE, Partido Socialista Europeu, onde ele exercia a Presidência e onde eu passei a representar o PS desde que assumi funções de Secretária Internacional em 10 de Fevereiro de 2003. Admirei-lhe primeiro a autoridade cosmopolita, a perícia a dirigir reuniões e a habilidade negocial. Apesar dos resultados serem nulos - em Março era impossível chegar um acordo entre os partidos socialistas europeus, tão grande era a fractura criada pela iminente invasão do Iraque. A mais encarniçada oposição ao consenso que Robin tentava vinha do seu compatriota que ali representava o Labour e o governo britânico - Dennis Mc Shane (entretanto Secretário de Estado para a Europa no Foreign Office), com um comportamento confrontacional arrogante, em tudo oposto ao de Robin.
Dias depois Robin demitia-se de líder do Labour nos Comuns, em protesto contra a posição governamental de invadir o Iraque, a reboque da Administração Bush e sob falso pretextos. Com a intervenção fundamentada conhecida e a persistente intervenção posterior denunciando as desastrosas consequências a invasão. Que ele tinha razão, é hoje indesmentível.
Dos contactos que regularmente tivemos no ano seguinte, enquanto ainda liderou o PSE (ele decidiu não se recandidatar nas eleições de Abril de 2004), confirmei todas as primeiras impressões, mais a extrema afabilidade pessoal. Quis trazê-lo à Convenção Europeia do PS em 28 de Fevereiro de 2004 - a agenda não lho permitiu.
Robin Cook fez diferença neste mundo. Ele teve a lucidez de articular e procurar pôr em prática uma política externa com coerência e fundamentação ética. Nem sempre conseguiu resultados. Mas tentou. E sempre que não concordou, no mais essencial, não transigiu. No mundo em geral e nos partidos socialistas, de ontem como de hoje, integridade pessoal e política fazem diferença.
Ao contrário
Publicado por
Vital Moreira
«Segundo dados divulgados recentemente pela petrolífera BP, relativos ao ano de 2004 , o país ocupa o terceiro pior lugar no ranking da UE em termos de eficiência energética. Portugal utiliza cerca de 0,88 barris de crude para produzir mil euros de riqueza, enquanto a vizinha Espanha precisa de pouco mais de 0,75 barris. E a Alemanha e a França só necessitam de 0,44 barris.» (Diário de Notícias).
Sucede que um dos sectores onde existe maior desperdício é o dos transportes. Ora, em vez de penalizar esse sector pela ineficência energética, o Governo resolveu apoiá-lo com medidas de desagravamento fiscal dos combustíveis!
Sucede que um dos sectores onde existe maior desperdício é o dos transportes. Ora, em vez de penalizar esse sector pela ineficência energética, o Governo resolveu apoiá-lo com medidas de desagravamento fiscal dos combustíveis!
Subscrevo
Publicado por
Vital Moreira
«[Alberto Costa] é o primeiro ministro em 30 anos de democracia que não hesita perante o poder letal das corporações da justiça. Mesmo que perca, o País ficará a dever-lhe actos de coragem e de distinto serviço público.»
Luís Miguel Viana (Diário de Notícias, 07-08-05)
Luís Miguel Viana (Diário de Notícias, 07-08-05)
domingo, 7 de agosto de 2005
sábado, 6 de agosto de 2005
Lisboetês (4)
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Vital Moreira
Locutora da RTP 1 relatando ontem os incêndios no distrito de Aveiro: ela pronuncia "Avâiro", tal como pronunciará "fâira" (em vez de feira), "Avâiras" (em vez de Aveiras), "desfâita" (em vez de desfeita), etc. Outro desvio da norma fonética típico do "lisboetês" dominante nos media nacionais.
Hiroshima
Publicado por
Vital Moreira
Mesmo em tempo de guerra, os massacres maciços de populações civis não são formas de terrorismo?
Correio dos leitores: CGD
Publicado por
Vital Moreira
«(...) Na questão da CGD devo acreditar que o actual Ministro das Finanças tinha as suas razões e que elas seriam fortes para tomar a decisão que tomou. Parece-me que a questão das indemnizações será (ou já foi) modificada por este Governo, pois, como diz, se razões políticas podem entrar em linha de conta, então as indemnizações não fazem sentido. Penso também que esses cargos não são necessariamente políticos, mas razões de confiança política podem levar à sua exoneração. Na RTP não houve exoneração porque a administração é credível e tem uma política definida para a estação. Mas não está a salvo de exoneração por razões de ordem política. Penso que será uma especificidade legítima do exercício de admnistração de uma empresa pública. Quanto ao caso Celeste Cardona, também manifesto a mesma perplexidade (...).»
J.F.
J.F.
Equívoco democrático
Publicado por
Vital Moreira
O presidente da câmara municipal do Porto e candidato à reeleição, Rui Rio, propôs um compromisso político, de acordo com o qual quem ganhasse as eleições municipais teria direito a implementar a sua solução para a questão do túnel de Ceuta, parado desde há meses por causa do embargo do IPPAR. É uma solução inaceitável. Por um lado, numa democracia representativa, as eleições não podem ser transformadas em plebiscito temático; segundo, não pode haver referendos locais sobre matérias que não são da competência municipal, mas sim do Estado, como é o caso. Para perversão das regras democráticas, já bastam as que existem.
Cegueira
Publicado por
Vital Moreira
Continuamos a não querer ver que sem alterar o perfil da floresta nacional -- baseada no pinheiro bravo e no eucalipto -- o Páis continuará a ser um braseiro todos os anos pelo Verão. Até quando é que os interesses dos produtores florestais, dos madeireiros e da celulose prevalecerão sobre os interesses gerais do País? Entretanto, o nosso "petróleo verde" -- como alguém designou, com rara propriedade e humor negro, a nossa floresta industrial -- continuará a cumprir a sua missão, que é ... servir de combustível!
sexta-feira, 5 de agosto de 2005
Correio dos leitores: Ota
Publicado por
Vital Moreira
«É difícil assistir de longe a esta discussão miserável, em que o PS (no qual votei) troca os pés todos os dias com uma falta de argumentos que provoca dó. Quem lê as entrevistas vácuas dos ministros e as esquivas declarações do blog "Causa Nossa" (...), só pode acrescentar que depois do CCB, da Expo, do Alqueva e do Euro, esse "desígnio nacional", os eleitores portugueses já mereciam que quem os governa tivesse um pingo de vergonha. Mas bem podemos ficar à espera.»
Luís Jorge
Comentário
O Causa Nossa não é porta-voz do PS e no que me diz respeito não existe nenhuma "declaração esquiva": desde há muito considero necessária a construção de um novo aeroporto (que, aliás, já esteve na agenda de um governo PSD-CDS...). De resto, se o leitor votou no PS, como afirma, deveria ter-se dado conta de que a construção do novo aeroporto constava do seu programa eleitoral...
(corrigido)
Luís Jorge
Comentário
O Causa Nossa não é porta-voz do PS e no que me diz respeito não existe nenhuma "declaração esquiva": desde há muito considero necessária a construção de um novo aeroporto (que, aliás, já esteve na agenda de um governo PSD-CDS...). De resto, se o leitor votou no PS, como afirma, deveria ter-se dado conta de que a construção do novo aeroporto constava do seu programa eleitoral...
(corrigido)
Correio dos leitores: Diferenciação fiscal dos camionistas
Publicado por
Vital Moreira
«Em relação ao comentário-resposta ao Luís Lavoura sobre a diferenciação fiscal para os camionistas, embora concordando com a sua afirmação sobre a origem/pressuposto da taxa mais moderada de ISP sobre o gasóleo, a situação actual é exactamente a que o Luís descreve: a taxação reduzida de ISP era justificada sempre como um incentivo à actividade económica. Como esse incentivo não bastava e o gasóleo não era suficientemente barato para acomodar os gastos da nossa agricultura, decidiu-se aplicar uma taxa especial ao gasóleo para utilização agrícola. A fraude e o abuso nos primeiros meses dessa utilização foi tal, que a administração viu-se compelida a "marcar" o gasóleo. Mesmo assim, é extremamente duvidoso que não haja (alguma) evasão fiscal por essa via. O incentivo de que o Luís fala é ainda mais pernicioso: ao contrário do que afirma, a taxa reduzida do gasóleo, associada a uma taxação mais baixa em IA para os automóveis de uso agrícola, no qual se integravam até há bem pouco tempo quase todos os automóveis "jeep" SUV, estilo Pajero ou Suzuki Vitara (utensílios de lavoura tão deslocados como uma carroça de bois como transporte público), levou à proliferação desse tipo de automóveis, com consumos de combustível absolutamente excessivos. Em paralelo, o gasóleo mais barato levou a que, mesmo para os outros automóveis menos passíveis de serem classificados como instrumentos de lavoura, como sejam os Mercedes ou BMW, os modelos Diesel sejam historicamente muito mais vendidos em Portugal do que o justifica. Por último, os recentes dados sobre a poluição em Lisboa (suspeita-se que outras cidades do país tenham situações idênticas) justificariam outros cuidados com a subsidiação da frota a diesel. Por todas estas razões, adicionar mais esta isenção/redução/benefício aos camionistas é, na minha modesta opinião, estúpido e irresponsável.(...)»
Pedro Martins Barata
Pedro Martins Barata
quinta-feira, 4 de agosto de 2005
A questão presidencial
Publicado por
Vital Moreira
Já pode ser visto na Aba da Causa o meu artigo desta semana no Público sobre a questão presidencial (com correcção das gralhas da versão impressa). A questão é: a candidatura de Cavaco Silva traz consigo um projecto de presidencialização do regime?
Um passo em falso
Publicado por
Vital Moreira
Sobre a remodelação da administração da CGD tenho a dizer o seguinte:
1. Defendo desde há muito que as empresas públicas devem ser administradas por gestores profissionais, sujeitos, de acordo com a lei das empresas públicas, a orientações governamentais.
2. Por isso, entendo que as empresas públicas devem ficar fora do regime de "spoil system", não contando para os "despojos" do partido de governo.
3. As "convenções" políticas que devem ser observadas; ora, desde há muito que se considera que o Banco de Portugal e a CGD devem ficar fora do regime de confiança política de cada governo.
4. Se a justificação para a substituição da administração da CGD tem a ver com a confiança política, então o que é que justifica a permanência de Celeste Cardona, cuja nomeação o PS tanto críticou?
5. É de aplaudir a diminiuição do número de administradores (de 11 para 9). Mas não serão ainda demais?
6. Se se trata de lugares de confiança política, o que é que justifica as indemnizações pela exoneração?
1. Defendo desde há muito que as empresas públicas devem ser administradas por gestores profissionais, sujeitos, de acordo com a lei das empresas públicas, a orientações governamentais.
2. Por isso, entendo que as empresas públicas devem ficar fora do regime de "spoil system", não contando para os "despojos" do partido de governo.
3. As "convenções" políticas que devem ser observadas; ora, desde há muito que se considera que o Banco de Portugal e a CGD devem ficar fora do regime de confiança política de cada governo.
4. Se a justificação para a substituição da administração da CGD tem a ver com a confiança política, então o que é que justifica a permanência de Celeste Cardona, cuja nomeação o PS tanto críticou?
5. É de aplaudir a diminiuição do número de administradores (de 11 para 9). Mas não serão ainda demais?
6. Se se trata de lugares de confiança política, o que é que justifica as indemnizações pela exoneração?
Correio dos leitores: Escolas privadas
Publicado por
Vital Moreira
«Parece-me que Você centra demasiado as escolas privadas em escolas católicas. Ora, isso não é assim. Só aqui nas redondezas do Instituto Superior Técnico conheço três escolas privadas que fornecem educação pré-primária e primária. Todas elas são pertença de indivíduos singulares, e não são confessionais.
Ou seja, há no nosso país, aparentemente, muito ensino privado que nada tem a ver com o catolicismo. E esse ensino tem bastante sucesso - todas as escolas que referi têm uma ampla lista de espera à entrada.»
Luís Lavoura
Ou seja, há no nosso país, aparentemente, muito ensino privado que nada tem a ver com o catolicismo. E esse ensino tem bastante sucesso - todas as escolas que referi têm uma ampla lista de espera à entrada.»
Luís Lavoura
Correio dos leitores: Energia nuclear
Publicado por
Vital Moreira
«(...)A energia nuclear causa um problema insolúvel, os resíduos. Ninguém sabe o que lhes fazer. O seu tempo de vida, i.e. o perigo que são para todos os seres vivos, alonga-se por milhares de anos... Vamos criar um problema às geracões futuras para o qual não temos solucão á vista? E o princípio da precaucão?
E se os terroristas atacam uma central nuclear? O combustível para as centrais nucleares está a acabar, o urânio é finito. A energia nuclear é a mais cara, se considerarmos as externalidades. Os países europeus mais avançados - Alemanha, Bélgica, Suécia estão a abandonar o nuclear.
Portugal tem as condicões óptimas para aproveitar a energia solar. Em Espanha constroem-se centrais solares, na Alemanha e na Áustria cobrem-se centenas de milhares de telhados com painéis fotovoltaicos.
Em Portugal desperdiça-se imensa energia. Cerca de 1/3 é puro desperdício. Quantos ares condicionados não funcionam com a porta aberta? - não funcionam, desperdiçam - é para isto que queremos uma central nuclear, para alimentar o desperdício?
Em termos de desperdício ninguém bate a EDP.
O futuro pertence ao sol. A descentralização do fornecimento da energia, a autonomia que permite - política também - e o seu carácter infinito tornam-na ideal.»
Joao Miguel Vaz, Eng. Mecânico
E se os terroristas atacam uma central nuclear? O combustível para as centrais nucleares está a acabar, o urânio é finito. A energia nuclear é a mais cara, se considerarmos as externalidades. Os países europeus mais avançados - Alemanha, Bélgica, Suécia estão a abandonar o nuclear.
Portugal tem as condicões óptimas para aproveitar a energia solar. Em Espanha constroem-se centrais solares, na Alemanha e na Áustria cobrem-se centenas de milhares de telhados com painéis fotovoltaicos.
Em Portugal desperdiça-se imensa energia. Cerca de 1/3 é puro desperdício. Quantos ares condicionados não funcionam com a porta aberta? - não funcionam, desperdiçam - é para isto que queremos uma central nuclear, para alimentar o desperdício?
Em termos de desperdício ninguém bate a EDP.
O futuro pertence ao sol. A descentralização do fornecimento da energia, a autonomia que permite - política também - e o seu carácter infinito tornam-na ideal.»
Joao Miguel Vaz, Eng. Mecânico
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