Blogue fundado em 22 de Novembro de 2003 por Ana Gomes, Jorge Wemans, Luís Filipe Borges, Luís Nazaré, Luís Osório, Maria Manuel Leitão Marques, Vicente Jorge Silva e Vital Moreira
domingo, 8 de novembro de 2009
LIMPAR PORTUGAL
A iniciativa LIMPAR PORTUGAL está a angariar voluntários para limpar a floresta portuguesa num só dia.
É uma iniciativa de cidadania ambiciosa, possível, louvável e, por isso mesmo, imperdível!
Eu já me registei como voluntária no Ning.
Faça já o mesmo!
Vamos arregaçar mangas. Vamos LIMPAR PORTUGAL.
Começamos pela floresta e, daí - quem sabe? - num ápice afoitamo-nos contra todo o tipo de sucatas e sucateiros!
Secretária de Segurança Interna de Obama veio ao PE
Em reunião com a Comissão das Liberdades Públicas e com a Delegação para as Relações com os EUA, respondeu a perguntas sobre diversas questões, incluindo (minhas e de Rui Tavares) sobre Guantanamo e a luta contra o terrorismo.
Napolitano reafirmou a convicção da Administração Obama de que Guantanamo, longe de ser útil na luta contra o terrorismo, se tornara num instrumento para o recrutamento de terroristas. E reafirmou que a decisão de encerrar essa prisão até ao final de Janeiro próximo é mesmo para cumprir.
Napolitano não respondeu, porém, a uma pergunta minha: porque é que a Administração Obama não pôs ainda em pratos limpos onde se localizavam as "prisões secretas" admitidas por George W. Bush?
Mas um dos seus acompanhantes disse-me que tinha registado a sugestão de que essa e outras revelações sobre os circuitos das "renditions" poderiam incitar alguns governos europeus a chegar-se mais à frente recebendo presos de Guantanamo ilibados de suspeitas.
EUA vão julgar detidos em Guantanamo
Terminei o post que escrevi dia 5 sobre as "renditions" e o contraste entre a Justiça italiana e portuguesa, prevendo o seguinte "E outras decisões judiciais se seguirão, incluindo nos EUA, revelando mais tarde ou mais cedo o que muitos em Portugal preferiam deixar soterrado".
Pois no mesmo dia, à hora a que eu escrevia, o Senado americano derrotava uma proposta, subscrita pelos republicanos Lindsey Graham e John McCain, que visava impedir o julgamento em tribunais federais americanos de alguns dos internados em Guantanamo suspeitos de participação no 11/9 (incluindo o auto-proclamado cérebro do ataque, Khalid Sheikh Mohammed).
Significa isto que os julgamentos vão mesmo avançar nos EUA, como pretende a Administração Obama - essa é uma condição essencial para conseguir encerrar Guantanamo.
Mary para Presidente da UE!
No blogue do PE em Portugal "O Rapto da Europa" pode ler um post onde explico porquê.
Um post que termina com um link para uma petição no Facebook de apoio a Mary. Faça como eu: subcreva-a!
sexta-feira, 6 de novembro de 2009
Diário ocasional
A vida académica tem destas gratificações...
quinta-feira, 5 de novembro de 2009
"Renditions": Itália faz justiça, Portugal arquiva...
Mas o sistema de justiça italiano, apesar das pressões a que tem sido sujeito, vai dando provas de isenção e competência: assim ficou demonstrado no processo Mãos Limpas nos anos 90. E e assim fica demonstrado pela condenação de 23 agentes americanos (e dois italianos) por envolvimento no rapto em território italiano e "extraordinary rendition" de Abu Omar para o Egipto.
Já no nosso país, a PGR decidiu arquivar a investigação que devia esclarecer o papel de Portugal no programa de "extraordinary renditions" - sem ter verdadeiramente investigado e pondo de lado pistas relevantes.
Como, por exemplo, o facto de uma das agentes da CIA que tinha sido alvo de mandato de captura no processo italiano aparecer repetidas vezes em Portugal em voos fazendo "navette" de e para Guantánamo. Trata-se de MARIA BAETZ, cujo verdadeiro nome é Monica Courtney Adler.
Em 8 de julho de 2009 apresentei à PGR um requerimento, de 66 páginas, em que detalhei muitas incongruências e falhas graves da investigação da PGR e em que apelei a que, ao menos, se desse continuação à investigação.
Em Outubro o DCIAP da PGR reagiu, em superficial resposta condensada em quatro páginas: decidindo engavetar a investigação.
Discordo totalmente da conclusão do DCIAP pela "manutenção do despacho de arquivamento [da investigação] por irrelevância penal das diligências complementares solicitadas pela Assistente."
Como pode o DCIAP chegar a esta conclusão ?
1. Se a própria investigação revelou que o Ministério dos Negócios Estrangeiros reconhece que concedeu, “a título absolutamente excepcional” aos EUA “autorizações genéricas de sobrevoo do espaço aéreo nacional e utilização da Base das Lajes”, autorizações essas que “permitem o transporte de material contencioso e de pessoas”.
Ora sucede que a PGR nunca questionou o MNE e o MDN sobre o significado da expressão “MATERIAL CONTENCIOSO”, nem sobre a necessidade de concessão de uma autorização “ABSOLUTAMENTE EXCEPCIONAL” para transportar... “PESSOAS”.
2. Se 8 dos 148 nomes identificados na mesma investigação coincidem com os nomes de agentes da CIA alvo de mandato de captura alemães ou italianos, por envolvimento em rapto e “extraordinary renditions”.
Mas a PGR concluiu: “não se exclui, nem se pode excluir, que estas... pessoas possam estar ligadas, directa, ou indirectamente, às autoridades norte-americanas e, em concreto, às actividades da CIA. Mas, não se logrou demonstrar tal relação.”
3. Se nove das operadoras aéreas referidas nesta investigação como tendo actuado em território nacional foram identificadas nas investigaçãoes judiciais alemã, italiana e espanhola, como estando envolvidas no programa das “extraordinary renditions”.
Mas a PGR conclui: “nenhum elemento dos autos permite estabelecer qualquer ligação entre estas empresas e entidades públicas norte-americanas, nomeadamente a CIA”.
4. Se aterrou duas vezes em Lisboa (além de dezenas de vezes no Porto) o avião com a matrícula N379P, o “Guantánamo Express”, operado pela empresa-fantasma da CIA STEVENS EXPRESS, classificado de “voo de Estado”, e que, por consequência, devia estar munido de autorização diplomática portuguesa.
Mas a PGR basta-se em que: “O MNE informou que não foi concedida qualquer autorização diplomática...”. E no Despacho de Arquivamento conclui que "algumas das aeronaves civis descritas são classificadas, pelos próprios operadores, como "Voos de Estado". E que «os operadores das aeronaves terão, de forma abusiva utilizado este expediente», sem mais diligências da PGR para apurar a ilicitude de tais comportamentos, nem determinar eventuais implicações gravosas para a segurança nacional e para a segurança dos Estados Schengen.
5. Se o inquérito revelou a existência de pelo menos dois “voos fantasma” sobre os quais não há quaisquer registos junto das autoridades nacionais:
a. um passa pelas LAJES a caminho de GUANTÁNAMO
b. o outro, um “voo ambulância”, com destino desconhecido, levou ao avistamento, também nas LAJES de um “indivíduo [que] vestia um fato-de-macaco cor de laranja”, “algemado nas mãos e nos pés” e era considerado “altamente perigoso”.
Mas a PGR sobre isto nada diz, não quis saber, nem sobretudo investigar mais...
6. Se a investigação demonstrou que, em relação a vários voos com origens ou destinos suspeitos, as autoridades portuguesas são incapazes de demonstrar quantos passageiros havia, quem eram, quem desembarcou e permaneceu em Portugal durante vários dias, e onde.
Alguns exemplos:
a) - “5 passageiros” encomendam 9 refeições, “6 passageiros” encomendam 14 refeições, “5 passageiros” encomendam 15 refeições; b)- Os formulários de handling do aeroporto de Santa Maria, fundamentais para estabelecer as identidades das pessoas que vêm nos aviões foram aparentemente destruídos em “consequência das intempéries... os processos [de handling] de 2002 e 2003 foram destruídos, não sendo, igualmente, exequível a busca e entrega de documentação respeitante a 2004 e 2005”; c) - Os PASSENGER MANIFEST, fundamentais para estabelecer as identidades das pessoas que vêm nos aviões, e obrigatórios por lei, estão disponíveis para apenas 1 dos 91 voos civis identificados como suspeitos... d) - O SEF é incapaz de apresentar um documento que demonstre que foram feitos controlos de fronteira em qualquer um dos aeroportos onde aterraram estes 91 voos...
Mas, diante de todas estas incongruências, a PGR conclui descansadamente: “das diligências realizadas junto das diversas entidades responsáveis pela actividade de aviação civil”, incluindo SEF e as empresas de handling “se apurou que foram observados e cumpridos todos os procedimentos legalmentes estabelecidos”.
7. Se a investigação revelou que em vários dos voos civis privados mais suspeitos, os passageiros e tripulação declarados encomendavam quantidades absurdas de gelo, que davam para aviões com centenas de passageiros: 12kg de gelo para 5 passageiros, ou 6 passageiros encomendaram 90kg(!) de gelo em três dias e mais 5 passageiros encomendaram 10kg de gelo – para preservar que matéria orgânica, não sabemos...
E a PGR, apesar de por mim instada, também não cuidou de apurar ...
Tudo isto não prova inequivocamente que a CIA usou Portugal ilegalmente nos circuitos da tortura e das prisões secretas e de Guantanamo que operou durante a Administração Bush, nem se o fez com conhecimento ou à revelia das autoridades portuguesas. Mas demonstra que vale a pena continuar a investigação, se se quiser apurar a verdade. Tanto mais que vários dos presos que transitaram por Portugal estão identificados e podem sempre vir um dia pedir resssarcimento pela cooperação portuguesa com os seus torturadores e sequestradores.
Ao arquivar a investigação nesta fase, face aos indicios e contradições já detectados, a PGR demonstra não ter interesse na descoberta da verdade e não atribuir importância à observância da legalidade num domínio em que não estão apenas em causa direitos humanos fundamentais, mas o funcionamento do Estado de direito em Portugal.
Tal como a maioria PS/PSD e CDS na AR, a PGR opta por enterrar este tema politicamente incomódo para muitos. De uma mesma penada, enterra a Justiça.
Mas o assunto é grave demais e não vai ficar enterrado. A sentença do Tribunal de Milão aí está para o demonstrar. E outras decisões judiciais se seguirão, incluindo nos EUA, revelando mais tarde ou mais cedo o que muitos em Portugal preferiam deixar soterrado.
Efeitos colaterais
Para uma economia com grandes problemas de competitividade externa, o aumento dos custos do trabalho acima do aumento da produtividade pode ser fatal, quer para as exportações quer para o emprego
Prioridade
Ninguém estranhará que os meus primeiros convidados tenham sido a direcção e o pessoal do Ius Gentium Conimbrigae, bem como os alunos mais recentes o curso de pós-graduação de direitos humanos da Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
A seu tempo virá a comitiva do Centro de Estudos de Direito Público e Regulação (Cedipre), o outro centro de pós-graduação a que dediquei boa parte da minha actividade académica ao longo de muitos anos.
Ossos do ofício
Ossos do ofício...
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
Saltar à vara o pântano
(...) enquanto não tivermos a coragem de criar meios eficazes e expeditos de punir a corrupção, continuará a pairar a suspeita sobre todos, para desgraça da nossa República. Não podemos ignorar o estado e a morosidade da Justiça, pelo circo em que se transformou o segredo de justiça, sobretudo na fase de inquérito de processos mediáticos, e pelo insustentável desarmamento do Estado em relação à corrupção, ao tráfico de influências e aos crimes de colarinho branco. Actuemos e actuemos já! (...)".
São extractos do que eu disse no XVI Congresso do PS em Espinho, a 28.2.09, em intervenção que reproduzi na íntegra aqui no CAUSA NOSSA.
São palavras que reitero a propósito do caso "Face Oculta", no dia em que os jornais relatam o processo que forçou Armando Vara a suspender-se do cargo no BCP. Num dia em que o presidente da REN, outros gestores públicos e funcionários de empresas públicas também já constituidos arguidos no mesmo caso ainda não se suspenderam, nem foram suspendidos...
São palavras que reitero a todos aqueles que, no PS e não só, sintam preocupação com o caso "Face Oculta" e que já tenham posto para trás "Casas Pias", "Furacões", "Portucales", "Submarinos", "Contrapartidas", "Apitos", "Freeports", BPN, BPP, BCP, etc... descrendo da justiça que tarda.
Só o PS pode fazer a diferença no combate à corrupção em Portugal.
Só o PS pode, sobressaltando-se, fazer o país dar esse salto à vara sobre o pantâno.
Se der sinais inequivocos, concretos, de que quer travar esse combate, com determinação. E não continuar a atamancar ... e não asucatar mais... Porque fazê-lo significa deixar afundar a República.
terça-feira, 3 de novembro de 2009
Parabéns ao PÚBLICO!
À Bárbara, a quem garra e competência não faltam, só os meus calorosos votos de muito boa sorte!
Programa do Governo (2)
Lapso lamentável ou inaceitável ausência deliberada?
Programa do Governo
Mas como poderia ser de outro modo, sem defraudar as expectativas dos eleitores? O PS não ganhou as eleições com esse programa? Deveria o Governo preferir seguir o programa eleitoral das oposições? E de qual delas?
Haja senso político!
segunda-feira, 2 de novembro de 2009
Investimentos
"Hoje tenho boas notícias para dar: temos razões para crer que graças aos grandes investimentos feitos, estamos no bom caminho", declarou o presidente norte-americano na sua comunicação semanal, citado pela Lusa.»
Em Portugal, uma direita primária -- com largos apoios numa imprensa conivente -- continua a lutar contra os investimentos públicos em infraestruturas...
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Eurodeputados do PCP apoiam Berlusconi?
Começou por ser derrotado um projecto da direita e extrema direita do PE coligados, que visava poupar Berlusconi às críticas e condenações.
Subsequentemente votou-se um texto apresentado pelos Socialistas, a que a direita apresentava numerosas emendas.
Incluindo uma emenda da autoria dos deputados da direita portuguesa introduzindo referências ao caso TVI em Portugal. Emenda que foi claramente rechaçada pelo PE, apesar de uma patética intervenção de última hora feita por Nuno Melo.
Foram assim aprovadas todas as emendas apoiadas pelos Socialistas e derrotadas todas as que, subscritas pelo PPE e a extrema-direita coligados, visavam poupar Berlusconi. Este resultado só foi possível porque Socialistas, Verdes, Liberais e GUE se uniram para derrotar Berlusconi e os seus apoiantes.
Passou-se de seguida à votação final.
Para surpresa geral - e exultação das bancadas à direita e extrema-direita - o projecto final de resolução socialista foi derrotado. Por 4 votos, em 684.
Quem traiu? Amanhã já saberemos, porque a lista de votantes ficou registada em votação electrónica.
Mas o que é certo é que Ilda Figueiredo e o outro novo eurodeputado do PCP, João Ferreira, foram vistos por colegas seus do GUE e muito mais gente a, pura e simplesmente, NÃO VOTAR.
Alguma dessa gente não queria acreditar!!!Porque NÃO VOTAR significa objectivamente APOIAR BERLUSCONI.
É imperativo perguntar a Ilda Figueiredo e a João Ferreira porque apoiaram Berlusconi.
Ou será que vamos ainda ver os dois deputados comunistas portugueses a pedir para corrijir o seu voto, alegando que, por coincidência, as suas máquinas não funcionaram?....
terça-feira, 20 de outubro de 2009
cidadania confessional
Mesmo que as declarações de Saramago sobre a Bíblia constituíssem uma blasfémia -- o que só espíritos sectários podem pretender --, ainda assim, o que é que isso tem a ver com a cidadania portuguesa? Existirá porventura uma regra secreta segunda a qual a crítica da Bíblia é incompatível com a nacionalidaqde portuguesa?
Nem Salazar ousou tal...
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Nobel Obama
Não tenho nada contra o prémio ser dado a um Presidente americano. Nem, evidentemente, qualquer hostilidade para com este galardoado. Muito pelo contrário - admiro-o e devo-lhe até o respirar mais aliviadamente, desde que nos livrou da calamidade Bush-Cheney.
Julgo, no entanto, que se desvirtua e banaliza este Prémio ao utilizá-lo como "incentivo" a um Presidente que só está no poder há nove meses e que, apesar do começo mais promissor de que há memória, ainda tem de dar provas de conseguir pôr em prática muito daquilo que promete.
O Comité Nobel justificou a sua decisão com a vontade de salientar "os extraordinários esforços [do Presidente Obama] para fortalecer a diplomacia internacional e a cooperação entre os povos".
Mas esses "esforços", por muito "extraordinários" que tenham sido (e foram), não representam ainda qualquer avanço substancial para a causa da paz global.
Se Obama levar a NATO a abrir mão da sua doutrina de "first strike" (ataque inicial) nuclear (vd. artigo que publiquei no EXPRESSO sobre o discurso de Praga de Obama), diminuir o papel dessas armas na estratégia militar americana (no contexto da revisão em curso da "Nuclear Posture Review"), se contribuir efectivamente para uma Conferência de Revisão do Tratado de Não Proliferação de 2010 e levar a bom termo as negociações com a Rússia para a renovação dos acordos de redução de arsenais nucleares dos dois países, então aí teríamos material para Prémio Nobel.
Se Obama conseguisse levasse a paz ao Médio Oriente, como diz o Vital, então aí teríamos material para Prémio Nobel.
Se o Presidente americano conseguir convencer os iranianos a abrir mão do seu programa nuclear militar sem utilizar a força militar, então sim, venha o Prémio Nobel.
Agora assim... por ora...
Não se devia dar um prémio, especialmente este Prémio, a um Presidente, americano, ou de qualquer outro país, só para exprimir alívio por ver o predecessor pelas costas. Bush merece um prémio qualquer que distinga o pior consulado de que há memória. Mas Obama ainda tem muito que trabalhar para estar à altura do Prémio que aceitou receber.
Compromisso com Sintra

Valeu a pena trazer à discussão pública o balanço negativo de uma governação sem rumo estratégico, reflectida na perda da qualidade de vida dos sintrenses e na actual irrelevância de Sintra no contexto político nacional.
Valeu a pena recusar um modelo de gestão autárquica assente no expediente de amalgamar projectos diferentes e de, a pretexto de abrangência política, procurar co-responsabilizar todos – ou seja, na prática, desresponsabilizar quem deve mandar.
Os sintrenses podem contar com a oposição leal, construtiva, exigente e atenta por parte dos eleitos do PS na Câmara e na Assembleia Municipal. Uma oposição que estará no terreno a ouvir, a fiscalizar, a pedir contas e a apresentar propostas alternativas.
Eu assumirei responsavelmente o cargo de vereadora sem funções executivas na Câmara. Empenhar-me-ei em dar voz aos sintrenses e em defender os seus interesses, correspondendo assim à confiança dos que em mim votaram.
Redigi o texto acima, anteontem, a pedido do Jornal de Sintra.
No site da minha campanha "PS - Por Sintra.Por Si" pode ler um texto de "Conclusões pós resultados" que escrevi no dia seguinte à derrota. Olhando para a frente.
sábado, 10 de outubro de 2009
Obama
sexta-feira, 9 de outubro de 2009
Por Sintra. Por Si. E também por mim - que eu já ganhei!
A riqueza de saber hoje muito mais sobre a fantástica comunidade a que pertenço, sobre o extraordinário potencial do Concelho de Sintra em que vivo.
E a certeza de ter ainda muito mais para aprender, para apreender.
A importância de ter ouvido e, ainda mais, de ter registado.
O conforto do apoio empenhado, militante, do PS sintrense e também do PS nacional, personificado pelo Secretário Geral José Sócrates ontem, a meu lado, Avenida abaixo na cidade de Agualva/Cacém.
E o respaldo de Mário Soares e Ferro Rodriges ao meu lado também a descer, apropriadamente, a Avenida dos Bons Amigos; e os cuidados do António do sofá, da Lena, do David, da Joana e do Tiago de Bruxelas, do João que liga de Nova Iorque, da Maria José que emaila de Hong Kong e a Maria Manuel de Dili, passando pelo Zé e a Fernanda que até nem votam em Sintra mas seguem tudo ao milímetro e vão proveitosamente opinando.
O gozo de ter feito uma campanha alegre mas séria, sem brindes, nem penduricalhos, só muito trabalho de casa, por gente da casa, militantes incrivelmente dedicados: 165.000 euros do PS, contadinhos a cêntimo e sem mais um tostão de ninguém - os sintrenses podem ter a garantia de que não haverá favores ou donativos a retribuir a quem quer que seja.
Estou a chegar ao fim de um dia longo - começado com um levantar às 4.30 da manhã para poder estar na Terrugem na rendição do turno dos trabalhadores de recolha do lixo à porta da HPEM, passando à HPEM de Mem Martins, seguindo para a estação do Cacém nas horas de maior afluxo, percorrendo depois diversas povoações da minha freguesia de Colares - incluindo um saboroso almoço na "cantina" familiar da "Toca do Coelho" em Almoçageme; regresso ao bulicio das ruas centrais do Algueirão/Mem Martins, mais uma hora e meia a percorrer de novo o bairro da Samaritana em Belas, terminando já ao anoitecer com uma valente arruada do PS em Queluz.
Mas o cansaço físico não vence a satisfação que, do cérebro, me irradia todas as células do corpo.
A satisfação do dever cumprido.
A satisfação das novas e fundas amizades feitas na construção dura e dificil desta campanha.
A satisfação que ninguém me poderá tirar: é que eu gostei muito, mesmo muito, de fazer esta campanha!
O que quero e posso fazer para mudar para melhor Sintra e a vida dos sintrenses - está ainda no horizonte, nas mãos dos cidadãos que vão votar no domingo.
O divertimento que tirei desta campanha, esse, já cá canta!
terça-feira, 6 de outubro de 2009
TAP
Sempre considerei o transporte aéreo como uma das actividades que pode justificar uma empresa pública, dado o seu interesse estratégico, sob o ponto de vista económico e político. Porém, os últimos anos têm mostrado que a natureza pública da TAP tem sido aproveitada para a tornar refém da luta sindical para efeitos de instrumentalização politica, como se mostrou na recente greve dos pilotos em plena campanha eleitoral, mesmo à custa da ruína financeira da empresa. Por isso, a questão é a de saber se a TAP não tem mais hipóteses de sobrevivência sendo privatizada do que mantendo-se pública, dado o seu inquietante estado financeiro.
O que é de espantar é que os que mais têm contribuído para a difícil viabilidade económica da empresa venham agora manifestar-se contra a sua eventual privatização.
Alarme
Por uma vez concordo com ele. Mas a comunicação social, mesmo a que tem responsabilidades, não vive sem "sangue". A Ordem dos Médicos, aliás, também tem tirado partido disso, quando lhe convém...
segunda-feira, 5 de outubro de 2009
PSD
De outro modo, é muito provável ver o PSD a juntar-se às oposições de esquerda, tanto ou mais irresponsáveis do que ele, para aprovar algumas daquelas propostas, para vergonha da liderança futura do partido...
Governo
Discordo inteiramente. Pelo contrário. Exactamente por ser minoritário é que o Governo deve ser o mais coeso e homogéneo possível, sob o ponto de v ista político e partidário.Um governo maioritário pode dar-se a algumas liberdades de formação, como sucedeu em 2005; um governo minoritário, não, tanto mais que precisa de ser um governo resistente e combativo.
O alargamento do necessário apoio parlamentar, para efeito de aprovação das leis, deve ser conseguido, isso sim, por negociações políticas à esquerda ou à direita, conforme os casos, e não pela dissolução política da composição do governo.
domingo, 4 de outubro de 2009
sábado, 3 de outubro de 2009
Quando as coisas correm pelo melhor
Uma grande derrota para os adversários da integração europeia, à direita e à esquerda (em Portugal bem representados no PCP e no BE). Uma grande vitória para os que perseveraram no aprofundamento da UE. Tendo sido um dos maiores defensores públicos do Tratado entre nós, sinto-me especialmente gratificado.
Trata-se da segunda grande alegria política numa semana. Há tempos politicamente virtuosos, assim.
sexta-feira, 2 de outubro de 2009
Submarinos...
Este é um extracto de post que escrevi aqui no CAUSA NOSSA, em 1 de Julho de 2008.
Contrapartidas...
Ora as percentagens de implementação dos programas de contrapartidas de alguns dos maiores contratos de aquisição de material de defesa feitos por Portugal – os dois submarinos (€1210 milhões), as viaturas blindadas Pandur (€516 milhões) e os helicópteros EH-101 (€403 milhões) – são de 25%, 12% e 24%, respectivamente... Todos estes programas são da responsabilidade política do governo Barroso/Portas. E o baixissimo grau de cumprimento sugere que as empresas em causa partem do princípio de que, em Portugal, o Estado tem uma atitude “flexível” em relação à defesa dos interesses nacionais – mesmo aqueles que estão claramente contratualizados...
Acima reproduzo um extracto de um artigo que publiquei no «Jornal de Leiria» em 30.7.2009 e que pode ler-se integralmente na ABA DA CAUSA.
Submarinando...
E, neste contexto, não se compreende como ainda não foram ouvidos, nem achados, Paulo Portas, o então Ministro da Defesa que superintendeu o negócio, e "sus muchachos" co-adjuvantes. Ah, e já agora, quem era suposto mandar em Paulo Portas à época: o PM Durão Barroso (os escribas sempre afoitos a protegê-lo preferem apontar o dedo a MFL - tadinha, era apenas a contabilista de serviço e, honra lhe seja feita, que bem se esforçou por limitar o desvario do negócio, que nós todos, lusos contribuintes, havemos de pagar com língua de palmo...)
É o próprio Paulo Portas quem, com inimitável lata, vem fazer a caramunha, queixando-se de que ninguém da Justiça o ouviu.
De falta de tempo, ou de aviso, para dispôr, a bom recato, das 60.000 originais ou fotocópias que, impunemente, levou do Ministério da Defesa, é que Paulo Portas se não pode queixar.
Penar por Padang
pesar sentido e acabrunhado por mais um terramoto devastador na fabulosa ilha de Sumatra!
Desta vez em Padang!
Padang, cidade que visitei várias vezes e de que guardo maravilhosas recordações. Maravilhadas pela paisagem e pela descoberta antropológica da civilização matriarcal que persiste bem viva entre o povo Minang-Kabau - e que tão marcante é naqueles seus representantes que polvilham as elites institucionais em Jacarta. Um povo que mantém claras influências culturais portuguesas, apreendidas desde o sec. XVI - do "tanjidor" que vi no Museu local, às magnificas pregadeiras "kurasom" que todas as mulheres herdam de familia e que reproduzem, enriquecidas por pedras preciosas, os nossos "corações" de filigrana minhota.
Dói pensar que muitos daqueles que tão calorosamente me acolheram em Padang, da Ibu Zia, dona do hotel familiar, ao jovem Pak Swandi, que me levou a conhecer a aldeia dos "portugis" nos arredores, podem estar debaixo dos escombros.
Martirizada Sumatra, já não bastava a cruel desvastação do tsunami de 2004 no Aceh e do terramoto de Nias em 2005!
Resta a consolação de que se há povo resiliente e capaz de se recompor e erguer contra a adversidade, esse é o povo indonésio.
quinta-feira, 1 de outubro de 2009
Genebra (2)
Desapontamento! O monumento, que recordo fotograficamente, encontra-se atrás de um pavilhão em obras, escondido do público, com fios eléctricos presos no pescoço.
Um despautério. O grande pensador não merecia esta desconsideração da sua cidade natal.
Genebra (1)
Sem desvalorizar o seu influente legado espiritual e religiso, não é personagem da minha devoção intelectual. O seu puritanismo radical e o seu fundamentalismo religioso levaram-no a institur em Genebra uma repressivo regime teocrático, que em nada ficou a dever à crueldade da Inquisição católica.
Nada pior do que as tiranias teocráticas.
Diário Pessoal (ocasional)
Regressado no domingo passado de manhã de uma missão académica de vários dias no Brasil, corri a Coimbra para votar e trocar de mala de viagem e regressei a Lisboa para festejar a vitória eleitoral.
Às 8:00 de segunda-feira estava a apanhar o avião para Bruxelas. Longas reuniões da Comissão de Comércio Internacional, a que presido, nesse dia à tarde e no dia seguinte de manhã. Nem dá tempo para almoçar nem encntrar os demais deputados portugueses. Corrida para o aeroporto na tarde de terça-feira, com destino a Genebra.
Quarta-feira, bem cedo, chegada à sede da Organização Mundial do Comércio OMC), para participar no Fórum anual, em nome da delegação do Parlamento Euopeu, com uma comunicação sobre a "crise e o proteccionismo comercial". À tarde, participação noutras sessões do Fórum.
Quinta-feira, presido à reunião da comissão organizadora permanente (steering committee) da Conferência Parlamentar junto da OMC, uma iniciativa conjunta do Parlamento Europeu e da União Interparlamentar (UIP), visando conferir uma dimensão parlamentar àquela organização. Finalmente, algumas horas livres no final da tarde, nestes belos dias outonais de Genebra.
Amanhã, ao fim da manhã, regresso a Lisboa.
Na próxima segunda-feira, de manhã cedo, retomo o caminho de Bruxelas...
terça-feira, 29 de setembro de 2009
O mal e a caramunha
Lembremos os factos. Em Agosto, o Público relata que uma fonte da Presidência da República informa que Belém suspeita de estar a ser "vigiada" pelo Governo. A história é logo transformada num caso de "escutas" a Belém. Cavaco Silva não desmente nem esclarece a acusação, dando a entender que concorda com a grave alegação.
O PSD e explora longamente essa estória contra o Governo e o PS, construindo a teoria da "asfixia democrática", com largo apoio da comunicação social. Cavaco Silva nem se demarca nem se distancia, deixando que a questão renda politicamente ao PSD.
Em Setembro o Diário de Notícias publica um email entre jornalistas do Público -- cuja genuinidade não foi posta em causa --, onde se relata que a fonte da tal noticia era um conhecido assessor de Belém, e que este terá dito que estava a actuar a pedido do Presidente. Nem o dito assessor nem Cavaco Silva desmentiram nem esclareceram os factos relatados no email, apesar do clamor geral nesse sentido.
É evidente que pelo seu silêncio ruidoso, Cavaco Silva deixou que uma história inventada em Belém fosse aproveitada politicamente pelo PSD. Vir agora acusar o PS de ter tentado "arrastá-lo para a luta política" é o cúmulo da hipocrisia e do farisaísmo.
Algo não está bem com o Presidente da República.
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Antologia do anedotário político.
(Filipe de Boton, empresário da área do PSD, ao Diário Económico)
Derrotados
É o grande derrotado, falhando rotundamente o seu desafio ao PS. Repetiu o humilhante resultado de há quatro anos, desta vez sedm Santana Lopes, mas com a mesma incapacidade.
Manuela Ferreira Leite
O rosto da derrota do PSD é a sua presidente, que não foi capaz de apresentar uma alternativa politica credível, limitando-se a competir com as demais oposições na exploração do voto de protesto e de ressentimento contra o PS.
Com ela são derrotados os seus estrategas, com Pacheco Pereira à cabeça.
Cavaco Silva
Não se dispensou de uma óbvia manifestação de favorecimento do PSD, deixando explorar contra o Governo a cabala da espionagem governamental sobre Belém. A derrota de Ferreira Leite também o salpica. Não havia necessidade de hipotecar desta maneira a autoridade política e moral do Presidente da República.
Comunicação social
Quase sem excepção alinhou numa atitude de desgaste e flagelação do Governo do PS, e em espacial de Sócrates, contra o qual moveu sistemáticas campanhas de assassínio de carácter, a par do branqueamento das evidentes fragilidades da líder do PSD. A derrota desta é também a derrota da TVI e da SIC, do Sol e do Semanário, do Correio da Manhã e do Público, e tutti quanti.
PCP
Quase não tirou nenhum benefício da diminuição eleitoral do PS, tendo ficado em último lugar nestas eleições, ultrapassado pelo CDS-PP e pelo Bloco de Esquerda. Perdeu o "campeonato dos pequenos" e perdeu o "campeonato da esquerda de protesto".
Decepção relativa
E sobretudo não pôde festejar a derrota do PS, verdadeiro objectivo mal disfarçado de muitos bloquistas...
Vencedores
Desde Junho, com a derrota nas eleições europeias, até há pouco tempo, ninguém ousaria dar por segura uma vitória eleitoral do PS, ainda por cima com uma margem tão expressiva como a que conseguiu. Um feito!
Sócrates
O triunfo do PS é sobretudo a vitória pessoal do seu secretário-geral, que resistiu estoicamente à fronda da oposição contra si, incluindo as tentativas de assassínio de carácter, uniu o partido, resgatou o notável desempenho do seu governo e não abandonou o seu projecto de modernização e de progresso do País.
A comunicação social e os partidos de oposição transformaram estas eleições num plebiscito pessoal de Sócrates. Ele venceu.
CDS/PP
Terceiro partido mais votado, ultrapassando o BE e o PCP, com uma notável subida em relação às eleições anteriores, foi capaz de tirar ao PSD o benefício da erosão do PS no eleitorado do centro-direita. Uma campanha inteligente e civilizada, contrastando com o desnorte e o radicalismo do PSD.
sábado, 26 de setembro de 2009
Brasil
sexta-feira, 25 de setembro de 2009
Vacina
Para os que, como eu, desde há muito denunciamos o fanatismo anti-PS da esquerda neocomunista, nenhuma surpresa. Mas para os que no PS admitiam um namoro politico com BE para efeitos de aliança de Governo, o radicalismo odiento do BE só pode ter funcionado como vacina.
Há males que vêm por bem.
Enquadrados....
- Enternecedor, António Costa. A defender a honra (perdida?) do PR Cavaco Silva.
- Iluminador, Pacheco Pereira. A assumir o erro de ter subestimado a capacidade manobradora do PS. E a assumir-se como o estratega do PSD-MFL.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
Variações sobre o BE
Numa crónica sobre as eleições portuguesas, o Financial Times de ontem dizia que, se o PSD saísse vencedor, «ficaria a devê-lo em grande parte à esquerda radical», ou seja, ao Bloco de Esquerda.
Elementar. Como é evidente, uma elevada votação no Bloco só pode favorecer a direita, à custa do PS.
2.
Tornou-se crescentemente mais evidente nos últimos dias que o principal alvo dos ataques bloquistas é o PS, esquecendo praticamente o PSD.
Confere. Ambos têm o mesmíssimo objectivo principal: derrotar o PS.
Cabe aos eleitores indecisos entre o PS e o BE dizerem se preferem uma vitória socialista ou o triunfo da direita...
3.
Ninguém duvida que, caso o PSD ganhasse as eleições (do que parece estamos livres), as celebrações seriam tão esfuziantes na sede do BE como na sede laranja.
Afinidades electivas…
Cenários eleitorais
Porém, uma coisa é ganhar "à justa", com menos deputados do que os do PSD e CDS somados, outra coisa é ganhar com uma folga suficiente para superar a representação parlamentar combinada dos dois partidos da direita. No primeiro caso, o PS pode ser sempre derrotado no parlamento pela direita, salvo se conseguir o apoio do PCP ou do BE, o que não é fácil. No segundo caso, só será derrotado se houver uma convergência de voto entre a oposição de direita e de esquerda, o que, não estando excluído (como se mostrou nestes quatro anos), será contudo menos frequente.
Daí a importância da dimensão da vitória.
Evasão fiscal
Alguém pode acreditar que isto tem alguma correspondência com a realidade? È evidente a maciça evasão fiscal, que aliás deve estender-se ao IVA e ao próprio IRS dos empresários.
E ainda há quem demagogicamente proponha a extinção do "pagamento especial por conta" do IRC (em relação a todas as empresas, e não só as PME), que é o único meio de muitas empresas pagarem algum imposto. É patente a irresponsabilidade fiscal do PSD e da restante oposição.
Novilíngua
Não será de estranhar que quando também decida mudar de opinião acerca do TGV, lhe passe a chamar CAV ("comboio de lata velocidade"), para dizer que não é a mesma coisa, e que quando passar a concordar com as autoestradas, lhes passe a chamar "autovias"...
Impagável esta campanha do PSD.
Demagogia
Ora, a maior parte dos investimentos de âmbito local são naturalmente da competência dos municípios e não do Estado, pelo que não são chamados para o debate político nas eleições parlamentares. E aqueles investimentos que continuam a se da competência do Estado, nenhum governo cuidou tanto deles como o actual (estradas, escolas, centros de formação profissional, equipamentos sociais, lojas do cidadão, etc.).
Decididamente, o PSD de Ferreira Leite não acerta uma!
terça-feira, 22 de setembro de 2009
Lima só "planta" por encomenda
Patética a nervoseira de Nuno Rogeiro a tentar salvar a honra do PR Cavaco e do PSD!
De reter apenas o que afirmou Francisco Sarsfield Cabral, sublinhando que trabalhara com Cavaco e Lima e, portanto, conhecia bem ambos: jamais Lima teria plantado a noticia das escutas no PÚBLICO sem instruções de Cavaco.
Eu, felizmente, nunca trabalhei com nenhum deles, embora tenha sido variadas vezes alvo da habilidade plantífera do Lima (a mando de outro seu patrão PSD, o MNE Martins da Cruz -também alcunhado de "Da Cunha). E por isso tendo a concorrer com Sarsfield Cabral: Lima não se atreveria nunca a plantar nada sem instruções do patrão.
Quem o mandou desta vez? alguém na central do PSD ou o próprio PR Cavaco?
Quando é que o PR Cavaco se explica?
Demitir o Lima não basta.
Demitir o Lima só exacerba a necessidade de que o PR explique, de que o PR se explique.
E rapidamente, sem esperar pelas eleições.
Continuemos a arfar sobre o Presidente, fazendo jus à "asfixia democrática" que tanto sufoca o PSD da Dra. MFL...
A derrota
É também uma estrondosa derrota moral, manchando indelevelmente a lisura da conduta do Presidente da República. Embora tendo afastado a face visível da maquinação política, a manutenção do seu silêncio sobre o caso, sem esclarecer as suas próprias responsabilidades pessoais, só agrava a embaraçosa situação do inquilino de Belém.
Cavaco Silva está no pelourinho do julgamento público. Só pode queixar-se de si mesmo.
Obscenidade
É preciso não ter o mínimo de escrúpulos políticos! Simplesmente obsceno.
Quando justamente é desmontada a operação de manipulação da comunicação social e da opinião pública, maquinada a partir de Belém, que durante uma mês foi desenvergonhadamente explorada pelo PSD contra o PS, eis que o beneficiário desse condicionamento da comunicação social ainda vem dizer que há "condicionamento da liberdade de expressão".
Há sem dúvida, mas da responsabilidade e em benefício do PSD!
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
A conspiração
Resta, porém, saber por que é que Cavaco Silva demorou mais de um mês desde as manchetes do "Público" de Agosto para tirar as ilações óbvias, deixando que o PSD explorasse vergonhosamente em seu proveito a cavilosa conspiração, tal como era aliás o objectivo desta, não se inibindo de lançar ele mesmo declarações que só potenciavam o efeito da maquinação, em vez de, como era seu dever, desmentir a invencionice da "vigilância" do Governo sobre Belém.
Cavaco Silva vai ter muito que explicar sobre esta estranha ingerência de Belém na campanha eleitoral em favor do PSD.
A pergunta omissa
Ora, vários dias depois da divulgação dessa gravíssima declaração, ninguém até agora interrompeu o ruidoso silêncio de Cavaco Silva para lhe fazer esta elementar pergunta: é verdadeira a imputação do assessor?
É o "respeitinho" ou a "asfixia democrática" que justifica a inibição dos jornalistas? Se algo de semelhante se passasse com Sócrates, quem é que duvida de que a pergunta seria feita tantas vezes quantas as necessárias para obter um esclarecimento cabal da situação?
Como era de esperar...
Mas é evidente que um tal casamento político só pode ser produto de uma imaginação fértil. Mesmo que o PS, num momento de menor clarividência política, viesse a admitir a inclusão da esquerda radical na esfera da governação, a verdade é que se trata de uma equação política impossível, não só porque o PS não pode hipotecar a sua agenda reformista à irresponsabilidade do radicalismo de esquerda, mas também porque o próprio BE não está disponível para deixar de ser o partido de protesto e de contrapoder que sempre foi e quer continuar a ser.
Asfixias sintrenses
Vejam o episódio "Mistério de 4 rodas: Náufrago na ribeira há 4 meses" do programa "Nós por Cá" da SIC, dia 18/9/2009.
E notem como ao actual Presidente da Junta de Freguesia de Rio de Mouro (PSD) não falta arejamento para assacar à Câmara Municipal de Sintra as responsabilidades que lhe cabem.
Respirem fundo!
E depois, para consolação, comam.
Comam com aprazimento as queijadas recomendadas pelo Dr. Fernando Seara!
Asfixias...
Mas, depois de ouvir o veneno anti-PS destilado por Francisco Louçã face à reacção de Mário Soares sobre o tema, compreendo a falta de ar de muitos e muitos socialistas.
É caso para irmos reflectindo na história da rã e do lacrau.
domingo, 20 de setembro de 2009
Asfixia anti-democrática
E que tal se todos arfassemos publica e democraticamente sobre o PR para que se explique, até que se explique?
Abaixo de zero
Decididamente, Manuela Ferreira Leite não preenche os requisitos mínimos da seriedade e da honestidade política.
Ira no Irão
No dia 18, "Dia de Jerusalém" no Irão, Ahmadinejad voltou a negar o Holocausto e a considerar "um confronto com o regime sionista um dever nacional e religioso", reiterando "este regime já não vai durar muito tempo".
O povo iraniano, porém, não hesitou em aproveitar o "Dia de Jerusalem" para voltar às ruas manifestar-se contra...o regime.
Obama, o Irão e o escudo anti-míssil
Esta decisão baseia-se numa análise fria e objectiva do arsenal balístico iraniano, que não justifica as tais defesas contra mísseis intercontinentais a instalar na Polónia e na República Checa, segundo os planos de Bush. Obama decidiu, e bem, concentrar-se em construir uma arquitectura anti-míssil tecnologicamente e financeiramente viável e capaz de lidar com os cada vez mais sofisticados mísseis de curto e médio alcance iranianos.
E se esta decisão de Obama agrada à Rússia - que já respondeu, recuando na decisão de colocar mísseis no enclave de Kaliningrado - porque não? Vale a pena hostilizar Moscovo - tão indispensável no dossier iraniano, como noutros - em nome de uma ameaça balística intercontinental iraniana duvidosa e de uma incipiente tecnologia anti-míssil?
Para além dos líderes polacos e checos que tanto capital político investiram neste projecto, dos Republicanos americanos que veneram todo e qualquer projecto militar de grande envergadura (de preferência que hostilize inutilmente vários parceiros internacionais), só os bushistas de serviço nos media portugueses, fiéis servidores da causa unilateralista, deverão lamentar o desaparecimento desta coqueluche neo-con.
Correio da Causa: O ódio do BE ao PS
Mas a verdadeira razão deste e-mail é para lhe demonstrar com um caso concreto como o PS é o principal inimigo para o BE - aliás, muitos dos seus apoiantes de núcleo duro são acima de tudo anti-PS.
Em Oeiras, temos a situação que temos. Na Assembleia Municipal, bem como nesta campanha eleitoral e no debate transmitido pela TVI24, o BE ataca sempre muito e muito mais o PS do que Isaltino de Morais na situação em que este se encontra. O que é a prova provada de que tem razão: o ódio do BE ao PS é visceral, e é pena que haja alguns socialistas que se portem de forma a que pelo menos pareça que gostem mais do BE que do seu próprio partido...»
Pedro S.
Discordância
Não concordo com Mário Soares. Primeiro, o BE não esconde que o seu principal inimigo é o PS e que o seu principal objectivo é a derrota do PS. Não faz sentido admitir uma coligação com o quem nos odeia. Segundo, o BE é mais radical e irresponsável do que o próprio PCP, como aliás mostra o seu programa e a sua conduta. O BE não é "tábua de sustentar prego". Terceiro, em qualquer caso, apontar neste momento para uma coligação com a esquerda radical não favorece os interesses eleitorais do PS, só servindo para assustar o voto centrista (do qual depende a vitória do PS) e para diminuir a pressão do voto útil à esquerda, animando pelo contrário a utilidade do voto no BE.
sexta-feira, 18 de setembro de 2009
Paranóia 2
Primeiro, deu ouvidos a uma história de todo inverosímil, que tinha todo o aspecto de ser uma golpaça de Belém contra o Governo. Depois, publicou a história, com manchete de 1ª página, mesmo depois de não ter conseguido confirmá-la, antes pelo contrário. Finalmente, deu à luz a história cerca de um ano e meio depois, nas vésperas da campanha eleitoral, sabendo que isso só poderia prejudicar o Governo.
Quando um jornal se dedica à militância política, quem sofre é a qualidade do jornalismo.
Paranoia
O Diário de Notícias confirma hoje que a historia da "espionagem" do Governo sobre Belém foi forjada pelo assessor do Presidente da República Fernando Lima, que a "plantou" no Público, nao tendo havido a mínima confrimação factual da inverosímil história.
O episódio revela um inaudito grau de paranóia política em Belém, que só pode comprometer Cavaco Silva, mesmo que não tenha fundamento a alegação de que a acusação foi feita a pedido do próprio Presidente.
O Presidente só tem uma saída para varrer a sua testada: afastar imediatamente a conspirativa personagem. Quem tem assessores destes tem de se responsabilizar por eles.
quinta-feira, 17 de setembro de 2009
Crediblidade
Como é bom de ver, a coisa soa tão credível como seria ouvir o Papa defender o casamento homossexual...
Asfixia mediática
Esta notícia, que confirma os bons resultados das reformas no ensino, passou despercebida na generalidade da comunicação social. Se fosse o contrário, seria manchete...
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
A reeleição de Durão Barroso
Em 2004 votei contra a eleição do Dr. Barroso para Presidente da Comissão Europeia por entender que ele não poderia ser um líder bom e forte para a governação da Europa, não tendo sido bom na governação de Portugal e acabando de perder estrondosamente eleições.
Cinco anos depois, este meu entendimento só se reforçou - a direcção do Dr. Barroso à frente da Comissão Europeia não promoveu a Europa da igualdade, justiça, direitos humanos e progresso social e económico, só a tornou mais refém dos interesses de alguns e da ideologia neo-liberal que desencadeou a crise financeira e económica global.
Esclareço que determinei o meu sentido de voto hoje tendo em atenção a posição de abstenção, democraticamente decidida no Grupo dos Socialistas e Democratas Europeus, em que se integram os socialistas portugueses. E, ainda, tendo consciência de que, independentemente da avaliação negativa que faço sobre o Dr. Barroso, o facto de haver um português à frente da Comissão tem repercussões positivas na cotação e empregabilidade dos portugueses nas instituições europeias.
Recuso totalmente acusações de falta de patriotismo por não apoiar o português Barroso - o melhor presidente da Comissão Europeia, e o que mais beneficiou Portugal, foi até hoje o francês Jacques Delors.
Há 30 anos que sirvo com lealdade o Estado português e em funções diplomáticas fui repetidamente chamada a interpretar o interesse nacional, sem hesitar em arriscar a vida por sentido do dever patriótico. Não aceito, por isso, lições de patriotismo de ninguém e muito menos de representantes da direita portuguesa. Recordo, aliás, que os representantes da direita portuguesa votaram contra a eleição do Dr. Mário Soares como Presidente do Parlamento Europeu em 1999.
Assumo a diferença relativamente ao sentido de voto de outros socialistas portugueses, com o orgulho de pertencer a um partido pluralista, o partido da liberdade em Portugal - o PS - que respeita a liberdade de consciência dos seus membros, como reafirmou o Secretário Geral José Sócrates há meses, justamente a propósito da reeleição do Dr. Barroso. Um partido felizmente contrastante com o PSD, onde a incapacidade de conviver com a diferença e a asfixia democrática levam até ao afastamento das listas para deputados dos rivais da sua líder.
domingo, 13 de setembro de 2009
A vertigem da periferia
Dir-me-ão que isso não dá votos.
Mas atesta bem o grau de provincianismo que cultivamos.
Patinando sobre o TGV...
Face ao espontaneismo das piruetas xenófobas de D. Manuela no ringue, até o Dr. Paulo Portas parece aprendiz!
Ainda o debate
sábado, 12 de setembro de 2009
O defensor oficioso
Ora, para além das incontornáveis declarações da própria Ferreira Leite sobre a redução das tarefas do Estado às funções de soberania e sobre a privatização geral dos serviços públicos (que Sócrates recordou), o programa do PSD é claro na defesa do "princípio da subsidiariedade", na ideia da "responsabilidade individual" dos cidadãos pela sua própria segurança social e na proposta de liberdade individual de recurso aos cuidados de saúde privados à custa do Estado.
Se isto não é desmantelar o Estado social, o que é?!
Parcialidade
Deve ser a tal "asfixia democrática"!
Baixeza
Decididamente, a líder do PSD não preenche os requisitos mínimos de honestidade política para chefiar um governo no nosso País. Depois da triste figura na Madeira, este vergonhoso assomo de nacionalismo rasteiro desqualifica qualquer líder.
Debate - TGV ou patins
Quem respeita o acordo internacional e procura fazer Portugal combater a perifericidade e beneficiar dos fundos europeus que a construção do TGV implica?
Ou quem, como D. Manuela, assina de cruz o acordo com Espanha para 4 linhas TGV e depois o renega, por despudorado oportunismo político?
Resultado:
TGV para Sócrates. Um par de patins para D. Manuela.
Debate Sócrates-MFL
Ele há quem nem precise de fazer nada para denunciar patética orfandade.
Debate Sócrates-MFL
Mas será verdade que esta mulher se candidata a Primeira Ministra?
Sintra - Eleições Autárquicas

quinta-feira, 10 de setembro de 2009
Mistificação
A presidente do PSD declarou que «em 2005 nós assistimos ao maior aumento de impostos de que há memória [e que] todos os impostos foram aumentados".
Trata-se de mais uma falsificação, uma entre várias na mesma ocaisão. Primeiro, dos grandes impostos, só o IVA foi aumentado em 2005 (ignorando, por negligenciável, a criação do escalão de 42% no IRS para os rendimentos mais elevados), aliás como medida imprescindível para curar o enorme défice orçamental que os Governo PSD/CDS tinham deixado. Segundo, desde então só houve diminuição de impostos: reduação do IVA (de 21% para 20%), do IRC (com a criação de um escalão de 12,5%), do IMI municipal, isto sem contar com as novas deduções em matéria de IRS para as famílias de menores recursos.
Assim vai a "política de verdade" de Ferreira Leite, transformada em política da mentira descarada.
Desonestidade
Esta afirmação não é séria, pois os chamados grandes investimentos públicos (aeroporto, estradas, TGV, etc.) são financiados pelo sector privado e pagam-se a si mesmos, sem encargos orçamentais para o Estado (salvo uma pequena percentagem dos encargos com o TGV nas linhas menos rentáveis).
Por isso, falar em "insuportável aumento da carga fiscal" para financeiar esses projectos é uma pura mistificação. Mais uma das muitas em que a "política de verdade" de Ferreira Leite se tem afundado, sem nenhum tributo à honestidade política.
O que é verdade sobre os investimentos em infra-estruturas é que eles são prioritários para a modernização da nossa economia, para o crescimento e para o emprego.
Farisaísmo
É puro farisaísmo. O programa do PSD implica uma enorme subida da despesa pública. A compensação da segurança social pela diminuição de 2 pontos percentuais da contribuição social patronal iria custar ao orçamento centenas de milhões de euros. Os encargos orçamentais com o pagamento dos cuidados de saúde privados, ao abrigo da proposta da "liberdade de escolha" do prestador, não seriam de menor montante. Os vários programas de ajuda às empresas não ficariam por menos. O elevação dos encargos com os certificados de aforro acaretariam outro enorme aumento da despesa.
Perante estas propostas despesistas, só por pura hipocrisia é que se pode falar em diminuir os gastos públicos, a não ser que o PSD se proponha compensar essa nova despesa públicxa com cortes noutros sectores. Mas onde: na educação, no SNS, nas prestações sociais, na segurança na defesa? O PSD tem de esclarecer!
terça-feira, 8 de setembro de 2009
Timor Leste – celebrando 10 anos de independência
Aqui fica uma pequena amostra:
"... essa confiança é a prova de que Timor Leste não é – como alguns levianamente agoiram em Portugal – um Estado falhado. É um Estado viável, governável e a procurar ser bem governado."
Sucesso
E ainda há quem ouse acusar este governo de favoritismo político!..
Notícias da crise
Infelizmente, entre o início da retoma e a criação de emprego vão dois ou trimestres. Mas é provável a imediata travagem do crescimento do desemprego.
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
"Empate técnico"
Quem duvida de que, se a vantagem fosse do PSD, o título da notícia seria algo como isto: "Sondagem dá nítida vantagem ao PSD"?!
Assim vai a isenção jornalística entre nós. Deve ser a tal "asfixia democrática", mas ao contrário...
Aditamento
E que tal transformar também em "empate técnico" esta vantagem de quase 11 pontos de António Costa sobre Santana Lopes em Lisboa?
Hipocrisia sem limites
Está revelado o modelo de bom governo do PSD -- o de Alberto João Jardim na Madeira! Onde a asfixia democrática inclui o controlo governamental de quase toda a comunicação social (incluindo um jornal pago pelos contribuintes) e pela expulsão de deputados da oposição, onde quase toda a vida económica depende do governo regional, numa promiscuidade sem fronteiras, e onde reina o mais incrível forrobodó orçamental e financeiro.
Quando a "política de verdade" se transforma na mais rotunda hipocrisia política...
Aditamento
Outros elementos da "boa governação do PSD na Madeira" -- que Ferreira Leite quer replicar a nível nacional -- são a utilização de viaturas oficiais em acções partidárias e o insulto como arma de combate político. Edificante!
quinta-feira, 3 de setembro de 2009
Pinotes....
Quando o critiquei por deputar na AR e presidir a empresa espanhola Iberdrola, alguns no PS não gostaram e voltaram-se contra mim.
Quem tinha razão, afinal?
Ao beija-mão de um terrorista...
A presença de Luis Amado envergonhou-nos.
Não há interesses económicos ou outros que o justifiquem.
Reportagem de Timor Leste (twitando) - 9
· Eu estava Jacarta, em contacto permanente ONU. Alkatiri estava Maputo. Não sei de que fala Alkatiri. Não tem qualquer fundamento o que ele disse.
· Quem tentou por em causa os resultados Referendo e acusar ONU de manipulação foram os grupos pró-integração. Agora Alkatiri faz-lhes jogo?
· Ou, como me comentou Ian Martin irritado - "What? Does he want to ruin the party?!"
Reportagem de Timor Leste (twitando) - 8
· Visito c Rui Exposição Comissão Verdade Reconciliação - inclui foto anos 80, ONU Genebra, eu jovenzinha, ao lado Embaixador Costa Lobo.
· Seguimos Arquivo/Museu Resistência - cruzamos visita ONGS solidariedade. Abraço amigos Pedro Pinto Leite, John Miller, Charles Scheiner
· Pedro conta 3 estudantes foram presos véspera em manif sobre Justiça. Arrancamos p/ Policia Dili
· Esquadra Policia Dili, dia 31/8 - confirmam-nos presos. Razões suharto/salazarentas: manif ilegal
· Telefonema a Vice PM, velho amigo Lugo: "Sabes dos presos?". Nao sabia. 10 minutos depois: "Vao já ser soltos". Excesso zelo policial.
· Conclusão: Policia timorense precisa muito aprender democracia.
Reportagem de Timor Leste (twitando) - 7
· Vamos assistir concerto celebração Referendo. Milhares timorenses, incluindo criançada, enchem Praça. Descontraidos como nunca vi Dili.
· Olhos dancarinas brilham ecrans gigantes. Passam 13 distritos. Estrela indonésia canta portugues e tetum e abraça Xanana e Horta. Delirio.
Reportagem de Timor Leste (twitando) - 6
· 30/8 - Palacio Presidencial - Condecorações. Vários portugueses: PR Sampaio (ausente), Guterres, Gama, Pdr.Felgueiras, GNR, Sonia. E eu.
· Cerimonia bem concebida, melhor que 10 Junho. Descrição motivos cada agraciamento, por vezes PR improvisa. S/ mim oico "energia vulcanica"
· Com muita honra, aceito de PR Ramos Horta Ordem de Timor, tal como aceitei Grã-Cruz Cristo de PR Jorge Sampaio, em 2000.
· Em 1999 tive sorte de MNE Jaime Gama me confiar missão serviço publico em Jacarta que coincidia com causa justa, em que acreditava - libertar Timor
· Aceito Insignia Ordem Timor como distinguindo todos diplomatas portugueses que, em diferentes postos, trabalharam por Timor.
· Cito, por todos, o Embaixador Rui Quartim Santos.
Reportagem de Timor Leste (twitando) - 5
. Celebrações 30 Agosto Dili: comecaram 9 manhã, com icar bandeira, discurso PR e parada militar. Organização impecavel, até na duração.
· Timorenses podem estar orgulhosos. Amigos estão.
· Kirsty e Xanana convidaram sua casa amigos tempos Resistencia. Abraco Carmel Budjiardo, Jim Dunn, Pat Walsh, Max Stahl. Falta a Luisa...
· Alegria de reencontrar 2 homens que fizeram a melhor missao de todos tempos da ONU: a UNAMET- Ian Martin, chefe, e David Wimhurst, porta-voz
· Faltavam muito os "dalangs" que, na ONU, manobraram tudo nos bastidores, os queridos Francesc Vendrell e Tamrat Samuel.
· Entreguei a Kirsty, para o Alex, Kai-Olo e Dani, livro ilustrado "Cavaleiro do Monte da Lua" que o Pintor sintrense Ernesto Neves ofereceu
· E "Cavaleiro do Monte da Lua" para os meninos da Fundação Alola. E outro ainda para a querida Lola, filha do General Taur
· Antonio Guterres, Jaime Gama e Luis Amado visivelmente a saborear Timor - e a saborear o grande, mas arriscado, trabalho de há 10 anos atrás
· Depois, um mergulho rapido e almoco na "Terra Santa", com Ma.Manuel, Ze Alberto Sousa e Rui Tavares.Um gosto ver o Rui querer entender Timor.
Reportagem de Timor Leste (twitando) - 4
· Falta o minha equipa de Jacarta: o Afonso Malheiro, a Alexandra, a Mia, a Alya, o Joao Camara. Felizmente que tenho a Maria Manuel em Dili
· Faltam o Antonio Gamito, o Francisco Alegre, o Daniel Ribeiro que me davam Dili por telefone para Jacarta
· Falta, evidentemente, a Paula Pinto - e desta vez nem o abracao ao Roque mitiga a falta
· Falta, falta-me muito aqui em Dili, a Luisa Teotonio Pereira, para nos ampararmos nos solucos, por tudo, por todos, quando a bandeira subir
· Faltam me muito o Paulo Nogueira e o Antonio Sampaio, a quem Timor e eu muito devemos. Ate o taxi do Sr João que levou a Baucau em Maio/99
· Sr. João, que so ontem soube que a sacola que eu nao largava no taxi dele para Baucau continha 8.000 USD em rupias, para entregar ao Bispo
· Faltam cá em Dili, e muito, o Manel Acacio e a Anabela Gois - redações a tinir, parece. Que injusto: ee preciso jornalismo que sinta Timor
· E nao falei antes da Carlinha Grijó porque so veio depois, embora respirasse Jacarta e Dili por telegrafia e telefone no MNE em 1999
· E faltam me cá dois queridos amigos que Lisboa ja devia ter condecorado: Francesc Vendrell e Tamrat Samuel: sem eles Timor nao seria livre6:13 PM Aug 29th
PS. Faltou-me incluir muito mais gente nesta lista de saudades dos ausentes - mas um obviamente: o António Monteiro.
Reportagem de Timor Leste (twitando) - 3
· Metinaro, 8 manhã - homenagem aos herois caidos na luta libertacao nacional - cerimonial digno e comovente5:01 AM Aug 29th
· Metinaro - cemitério em socalcos montanha acima, vista sobre o mar azul, Atauro ao fundo - bandeiras nacionais sobre milhares de caixoes
· O coro afinado Sta Cecilia, os choros baixinho de milhares de familiares - o sol queima, mas a pele arrepia-se-nos.
· Almoco em Maubara - caminho portentoso, sempre a ziguezaguear o mar: lagoas verde-esmeralda a fundir-se em azul petroleo
· Passamos Tacitolo, onde um Papa deu missa: impossivel nao evocar os corpos despejados na lagoa em 1999
· Adiante Liquica: assalta me a imagem do Padre Rafael, desvairado pelo massacre na igreja, Abril 1999. E as miudinhas atordoadas no adro...
· A fortaleza em Maubara, sobre o mar, onde projecto integrado nossa cooperacao abriu restaurante e estimula artesanato.
· Presentes para os netos, leves e ao preco da chuva: mobiles vegetais e coloridos, com passarinhos, estrelas do mar...
· Regresso a dili: meia hora para um balsamico mergulho
· 6 da tarde: Recepcao no porto, calidamente arejada pela briza do mar: PR Horta reinvindica escolha do local. Bom gosto nunca lhe faltou.
· Verdadeiro prazer ver Guterres, Gama, Ian Martin, David Wimhurst, Padre Melicias, entre tanta gente com quem vivi Timor em 99
· Em Metinaro abracei o David Ximenes. Em Maubara, abracei o Padre Felgueiras. Ambos me recordaram reunião "clandestina" na Caritas, Maio 99.
· Reuniões clandestinas, gravações p/ a Resistencia, passaportes comprados, etc. - diplomacia inconvencional é muitas vezes precisa.6:22 PM Aug 29th

