Nada menos do que três anos passados sobre a abertura da Operação Influencer - o verdadeiro golpe de Estado do Ministério Público (como o qualifiquei AQUI) que provocou a demissão do então primeiro-ministro, António Costa, e o consequente fim forçado do seu Governo -, a investigação continua longe de terminada e arguidos e suspeitos continuam sem ver o fim do processo que enxovalhou indiscriminadamente a sua dignidade pessoal e a sua honra política.
Em flagrante violação do princípio constitucional da justiça em tempo decente, o abuso de poder do Ministério Público prossegue. Três anos de demora numa investigação, sem resultados, é intolerável num Estado de direito. O recente comunicado do PGR sobre o assunto, a tentar justificar o injustificável, é um monumento de hiprocrisia. O MP, na pessoa do PGR, tem de ser responsabilizado pelos prejuízos morais causados aos visados - como se evidencia nesta entrevista de João Galamba, uma das principais vítimas - e pelo profundo golpe na credibilidade da justiça penal em Portugal.